Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil

Enviada em 24/10/2024

Na série da Netflix “13 Reasons Why” acompanha-se a história de um adolescente chamado Clay Jensen que investiga o suicídio de uma aluna nomeada Hannah Baker, que tirou a própria vida devido a falta de ajuda para lidar com seus problemas intensos e pessoais. Diante disso, apesar do caráter ficcional, evidencia-se traços condizentes com a realidade em relação a depressão e seus principais reféns, os jovens. Sendo assim, o crescimento desse obstáculo social é causado pela negligência governamental e a educação lacunar.

É lícito, inicialmente, postular que a omissão estatal colabora para a reprodução do impasse. Nessa conjuntura, conforme afirma o contrato social de Rosseau, “o Estado é responsável por garantir o bem-estar da nação”, porém na prática torna-se ausente perante aos infortunos da sociedade. Nesse sentido, é perceptível que a juventude vem sofrendo de problemas piscológicos, ansiedade e depressão em razão da invalidade por parte de outrem e atitudes repressivas e violentas, tanto na rua quanto nos lares domésticos, que facilitam a evolução de pensamentos suicídas. Desse modo, cabe analisar a postura do regime governamental à frente das questões sociais.

Outrossim, vale ressaltar que as escolas não abordam sobre tal assunto com os estudantes. Sob esse viés, segundo Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa do mundo”, entretanto é mal aplicada. Nesse contexto, as instituições escolares não apresentam aos alunos sobre as dificuldades enfrentadas pelos indivíduos prisioneiros da depressão e as diversas meneiras de como pedir ajuda para sair dessa situação. Dessa forma, é válido refletir sobre melhores métodos pedagógicos.

Diante dos fatores supracitados, medidas devem ser tomadas para solucionar tal problemática. Para isso, o Estado - responsável por assegurar o bem-estar do corpo social - implementará políticas públicas, através de campanhas com o fito de conscientizar a população sobre essa doença. Ademais, os colégios promoverão palestras aos jovens sobre o perigo desses pensamentos negativos. Apenas assim, será possível evitar que a narrativa de “13 Reasons Why” penetre na realidade brasileira.