Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil

Enviada em 24/10/2024

“O importante não é viver, mas viver bem”. De acordo com o filósofo Platão, a condição de viver é de grande importância, transcendendo a própria vivência. No entanto, no Brasil, tal fundamento não é notado, permitindo, desse modo, que o suicídio se agrave na contemporaneidade por meio da má influência midiática e da negligência governamental. Destarte, é primordial combater as origens do revés, a fim de mitigá-lo.

Nesse sentido, vale salientar que a fragilidade psicológica vigente é determinante para manutenção desse cenário caótico. De acordo com Napoleon Hill, escritor e autor de “Pense e Enriqueça”, “Uma mente forte pode conquistar qualquer coisa que deseje. Quando você acredita em si mesmo, está disposto a fazer o que for preciso para alcançar seus objetivos.”. Sob essa perspectiva, é possivel ampliar o conceito da importância de uma mente fortalecida, haja vista que é nececssário desconstruir a ideia de que encontrar-se em uma situação de fragilidade mental é normal, e, sim, procurar ajuda psicológica. Logo, reverter essa fragilidade psicológica é imprescindível para sustentar o entrave.

Outrossim, a ineficiência da máquina pública é também um fator que fomenta a perpetuação desse quadro alarmante. Segundo o filósofo John Rawls, é dever do Estado garantir a igualdade de oportunidade para todos. Dessa forma, a omissão do poder público agrava a deficiência informativa por meio da desigualdade de oportunidades enfrentadas e, consequentemente, aumentando o número dos autoextermínios. Logo, é imperativo que o Estado assuma uma postura mais ativa na promoção de políticas públicas voltadas para a prevenção do suicídio.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para dar notoriedade a atividades prejudiciais. Para isso, o Ministério da Educação, como órgão responsável por construir a mentalidade dos cidadãos, deve incluir, na Base Nacional Comum Curricular, a disciplina dos indivíduos. Ademais, o governo federal, como instância máxima executiva, deve criar uma agenda econômica democrática, por meio da conscientização pública, com a finalidade de fortalecer a população brasileira e garantir a prosperidade da nação. Assim, os fundamentos de Platão sobre a importância da vivência serão transformadores.