Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil
Enviada em 31/10/2024
A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6°, que todos os cidadãos brasileiros possuem o direito à saúde. No entanto, apesar da declaração documentada, percebe-se que o acesso à saúde mental não é garantido plenamente no caso de prevenção ao suicídio. Nesse sentido, isso ocorre, devido não só a questões governamentais, mas também por fatores socioculturais.
Em primeiro plano, vale salientar que, por questões governamentais, a falta de medidas para prevenção ao suicídio se estabelece e proporciona prejuízo no âmbito social. Nessa lógica, segundo o filósofo Aristóteles, a política é uma virtude e tem como função garantir mais dignidade para o bem social. Paralelamente ao pensamento aristotélico, observa-se a carência de respaldo político, ao não proporcionar projetos sociais com a garantia plena à saúde mental para prevenção ao suicídio. Dessa forma, a escassez de medidas políticas estimula ainda mais a desigualdade social.
Além disso, nota-se como fatores socioculturais promovem a negligência em relação à saúde mental por meio da falta de discussão sobre o assunto. Diante disso, segundo o filósofo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar que que não está submetida à vontade individual, mas influencia-se por um conjunto de normas sociais. Com isso, a sociedade, por agregar pensamento discriminatório em relação à saúde mental, reverberam ainda mais a divergência social por meio do desprovimento de discussões para dar fim ao estigma sobre o assunto. Dessa maneira, é possível observar como pensamentos preconceituosos afeta. A integração de um ser humano na sociedade.
Portanto, é imperativo amenizar tal óbice. Sendo assim, o Ministério da Cidadania deve, por intermédio de políticas públicas, estabelecer que em hospitais públicos tenha em foco campanhas sobre prevenção ao suicídio e saúde mental, garantindo pleno alcance de todos, a fim de proporcionar direito justo constitucional de cidadania. Ademais, o Ministério da Cidadania também deve realizar campanhas, por meio de palestras, a fim de acabar com o estigmas em relação à saúde psíquica, Exercendo tais medidas, o Estado concordará com a Constituição e irá proporcionar mais dignidade para o bem social.