Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil
Enviada em 25/01/2025
Na obra de José Saramago, ’ensaio sobre a cegueira’, há o retrato da invisibilidade de certos problemas na sociedade. A respeito desta exposição, muitos brasileiros são imparciais quanto aos casos de suicídios e antes disto acontecer, tornam-se frios com aqueles que estão com problemas emocionais. Neste caso, existe a falta em empatia das pessoas e precariedade das campanhas de conscientização do “setembro amarelo”.
Inicialmente, naturaliza-se certa anomia social. Isso porque os reiterados casos de suicídios presenciados ou noticiados são tratados como uma simples estatística. Sendo assim, tendo em vista os julgamentos preconceituosos, como ’ele estava sofrendo por ter sido traído’ ou ’ela se sentiu envergonhada pelo escândalo’, sejam quais forem as justificativas, não são tratadas com a devida dignidade. Assim, faz-se necessário orientar os indivíduos a terem um olhar mais humano e a desenvolverem empatia com o próximo.
Além disso, importa avaliar como vêm repercutindo as campanhas veiculadas de conscientização dos casos de suicídios, como o setembro amarelo. Ademais, como pode melhorar o enredo desta campanha para envolver mais pessoas voluntárias na luta contra essas tragédias. Nisso, a prevenção inicia-se em casa, pelos familiares e amigos, observando a mudança de comportamento, as ideias manifestadas, as feições daquela pessoa próxima. Neste sentido, uma ação de observação e preventiva se faz necessária para que o caso não evolua para um tentante ou termine em lesões ou óbito.
Em suma, uma maior iniciativa dos entes federativos, envolvendo os seus Ministérios e Secretarias de Saúde, faz-se necessária. Isso, por meio de campanhas e programas de acolhimento gratuito para clínicas de terapia das pessoas com problemas emocionais, especialmente aquelas propensas ao suicídio. Portanto, lidar com as questões emocionais e orientar as pessoas próximas é caso de saúde pública.