Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil
Enviada em 20/03/2025
De acordo com a Constituição Federal, documento de maior jurisdição do país, a saúde é um direito de todo cidadão brasileiro. No entanto, os desafios para a conscientização social quanto à prevenção do suicídio no Brasil representam um grande descompasso entre a garantia legal e a realidade vivida pela população. Esse cenário é fruto da negligência estatal e do tabu enraizado na sociedade acerca das doenças mentais.
Em primeira análise, a negligência estatal é um grande fomentador da problemática. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da população. Contudo, isso não ocorre de maneira eficaz quando se trata de saúde mental. Devido à ausência de ações públicas, como campanhas de prevenção ao suicídio, e investimentos para melhorar o acesso da população a tratamento gratuito com psicólogos e psiquiatras, muitas pessoas ficam sem o suporte necessário.
Ademais, o preconceito em relação às doenças mentais impede muitos indivíduos de buscarem ajuda. Como afirmou Albert Einstein, “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado”. Análogo a essa premissa, o preconceito contra as doenças da mente é um grande empecilho para a conscientização social sobre o suicídio. Os estereótipos afastam as pessoas do tratamento correto e promovem o sofrimento individual. Dessa forma, é essencial promover ações educativas que desmistifiquem o tema.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar os desafios da conscientização social quanto à prevenção do suicídio no Brasil. Para isso,é preciso que o Tribunal de Contas da Uniãodestine capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em campanhas de prevenção ao suicídio, melhoria das condições nos hospitais públicos, ampliação do acesso a profissionais da saúde mental e em propagandas que incentivem a busca por tratamento adequado. Além disso, é fundamental implementar nas escolas rodas de debate e palestras educativas com a finalidade de levar conhecimento aos jovens e, assim, quebrar o tabu acerca das doenças mentais na sociedade. Dessa forma, em médio e longo prazo, espera-se a mitigação do problema.