Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil
Enviada em 13/04/2025
A obra ’ensaio sobre a cegueira’ mostra a invisibilização de certos problemas sociais. Na realidade contemporânea, a crítica de Saramugo se verifica nos desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil. Tal problemática deriva-se tanto da negligência governamental quanto do desinteresse social. Desse modo, necessita-se de meios para reverter essa mazela.
Em primeiro plano, é crucial salientar a ineficácia do governo ao que se refere a medidas para inibir a crescente taxa de suicídio entre os jovens brasileiros. Nesse escopo, a antropóloga Lilia Shwartz afirma que ’ o Brasil pratíca uma política de eufemismos’ diminuindo a importância de problemas socias para não ter de lidar com eles. A partir desse ponto de vista, percebe-se a semelhança dessa idéia com a realidade tendo em vista a ineficiência estatal no controle e auxílio à pessoas com transtornos mentais. Dessa forma, é de suma necessidade a busca por maneiras para extinguir este problema.
Ademais, é de extrema importância apontar para o papel social no que se relaciona à falta de cuidado com a disseminação de informação em redes públicas, o que pode agravar esse problema social que assombra a vida de muitas famílias. Sobre isso, a filósofa Hannah Arandt, a partir do conceito de ‘banalidade do mal’, afirma que uma atitude ruim praticada repetidas vezes se torna invizivel, inviabilizando a tentativa de atenuar o problema. Partindo desse pré-suposto, é notório a falta de compromisso com a verdade nas mídias digitais, o que revela uma sociedade que não se importa com o bem-estar mental do próximo que pode ser afetado por notícias sensasionalistas.
Diante do exposto, denota-se a urgência de melhorias no quadro dos desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil. Portanto, cabe ao governo - cuja fonção principal é de proteção do indivíduo - implantar melhorias, para reverter tal mazela, por meio de investimentos na área da saúde mental em locais de maior vulnerabilidade e com campanhas nas mídias sociais, para garantir que pessoas com menores recursos monetários consigam ter acesso a meios para se cuidar. Dessarte, Estado e coletividade tem o papel fundamental de garantir o bem-estar e a saúde de todos.