Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil
Enviada em 04/06/2025
Falar sobre suicídio ainda é um desafio, embora seja um tema delicado, é extremamente importante ser tratado com respeito. Mesmo com campanhas como o Setembro Amarelo ganhando cada vez mais visibilidade, grande parte da população enfrenta o sofrimento em silêncio, sem encontrar suporte ou temendo o julgamento alheio. A conscientização sobre a prevenção ao suicídio é uma causa urgente, mas enfrenta obstáculos relevantes, como o preconceito contra a saúde mental e a falta de apoio nos serviços públicos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a quarta principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no mundo, o que evidencia a gravidade do problema e a necessidade urgente de enfrentamento. Infelizmente, ainda é comum ouvir que tristeza é “frescura”, “drama” ou que quem busca ajuda psicológica é “fraco”. Esse tipo de pensamento leva muitos indivíduos a esconderem suas dores, temendo o preconceito ou a falta de empatia. Como consequência, a dor vai se acumulando e, muitas vezes, chega a um ponto insuportável, podendo se tornar fatal. Por isso, escutar e acolher quem está ao nosso redor, seja na família, na escola ou no trabalho, é essencial e pode salvar vidas. Além disso, o acesso aos serviços de saúde mental permanece restrito e desigual no Brasil. Mesmo com os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), muitas regiões do país não contam com psicólogos, psiquiatras ou estrutura mínima para atender quem está em sofrimento. Isso afeta, principalmente, pessoas em situação de vulnerabilidade, que não têm condições de pagar por um atendimento particular. Sem esse suporte, o risco de agravamento dos quadros emocionais aumenta consideravelmente.
Com esse contexto, é necessário que o Estado aumente os recursos destinados à saúde mental. Isso inclui a criação de novos CAPS em áreas mais carentes, a contratação de profissionais especializados e o fortalecimento da rede de atendimento, garantindo atendimento gratuito, humanizado e de qualidade em todas as regiões do país, a fim de reduzir os índices de suicídio e promover o bem-estar da população.