Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil

Enviada em 03/07/2025

A história romântica de Romeu e Julieta retrata um amor incompreendido com um final trágico: o suicídio. Fora da literatura, a incompreensão ainda é motivo de suicídio entre os jovens brasileiros, seja pela falta de empatia dos familiares, como também por um transtorno mental, como a ansiedade e a depressão. Com isso, é pertinente analisar o individualismo e o estigma associado às doenças mentais como alguns dos desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil.

Diante desse cenário, o individualismo é um dos desafios enfrentados para a conscientização plena da sociedade quanto a esse “mal”, visto que, mesmo em um século de globalização, os indivíduos estão cada vez mais isolados. Tal visão proposta pelo geógrafo Milton Santos expõe a ideia de coletividade como uma fábula, na qual a realidade é totalmente outra: mesmo tão conectados, seja pelas redes sociais ou pela própria internet, as pessoas estão cada vez mais egoístas. Com isso, o corpo social não se conscientiza sobre um mal silencioso que está matando gradativamente mais os brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em um segundo momento, o estigma às doenças mentais é um dos desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil, visto que tal temática não é conversada abertamente entre os familiares e os amigos. Com isso, a pessoa que possui um transtorno mental se sente incompreendida e engolida por um tabu ultrapassado que contribui para o mal estar e, consequentemente, a sua morte.

Portanto, o individualismo e o estigma associado às doenças mentais são alguns dos desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil. Posto isso, cabe ao Governo Federal, em parceria com os veículos midiáticos, como o Instagram, que é utilizado por muitos jovens, por meio de propagandas com profissionais da saúde, expor os canais de apoio existentes, como o Centro de Valorização da Vida (188). Além disso, por meio de palestras online, informar aos usuários sobre os transtornos mentais e os seus desafios. De modo que o fim trágico de Romeu e Julieta não seja perpetuado.