Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil
Enviada em 08/08/2025
No contexto do Romantismo, o termo “mal do século” era atribuído ao sentimento de melancolia e sofrimento, muitas vezes, utilizado por escritores em seus textos. Tal angústia ainda é uma realidade na vida de muitos brasileiros e costuma se agravar por causa da incompreensão e humilhação sofrida por essas pessoas que lidam com transtornos psicológicos. Com isso, entende-se que o bull e a negligência parental prejudicam a prevenção contra o suicídio no Brasil.
Em primeiro plano, entende-se a violência sistemática como empecilho para conscientização acerca do autocídio. Sob esse viés, vale citar a série “13 Reasons Why” cuja protagonista sofre diversas agressões físicas e mentais de seus colegas da escola e, percebendo que a situação não teria fim, decide acabar com sua vida. Assim, percebe-se como essas violências podem se tornar gatilhos para o suicídio, pois as pessoas que sofrem não recebem assistência e o comportamento violento torna-se frequente.
Ademais, o descaso dos pais também pode ser considerado um fator agravante da problemática. A partir disso, é possível citar o livro “Por Lugares Incríveis”, da autora Jennifer Niven, em que um dos personagens sofre de depressão e tem sua situação acentuada pela falta de apoio e atenção dos pais, visto que eles não percebem pelo que o filho passa e não buscam ajuda. Logo, observa-se que a falta do cuidado parental contribui para o não diagnóstico e, consequentemente, o não tratamento desses transtornos que podem levar ao suicídio.
Portanto, vistas as causas da dificuldade no processo de informação sobre a precaução do suicídio no Brasil, são necessárias medidas para combatê-las. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação -órgão responsável pelas escolas de todo território nacional- promover campanhas anti-bullying nas escolas, através de palestras para responsáveis e alunos e do fornecimento de núcleos de apoio. Tal ação tem como finalidade, proporcionar auxílio àqueles que sofrem algum tipo de violência e ensinar aos pais a importância de conversar com seus filhos e buscar compreendê-los.