Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 08/09/2025

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, tem como principal objetivo assegurar ao indivíduo o bem-estar social, por meio do direito a saúde, essencial para uma vida digna. No entanto, a realidade brasileira atual diverge do defendido, visto que o país ainda enfrenta a falta de medidas de combate ao esgotamento físico e mental no ambiente de trabalho, o que representa um grave obstáculo a saúde pública do país, motivado não só pela negligência governamental, mas também pelo silenciamento social.

Em primeiro plano, é válido apontar que a negligência governamental é fator determinante para a permanência do problema. Para compreender melhor esse contexto, destaca-se que, de acordo com o cientista político Humberto Dantas, em Democracia e Saúde no Brasil: uma realidade possível?, a omissão estatal compromete a efetivação de direitos básicos. Esse cenário decorre do fato de que,o Estado não apresenta regras trabalhistas claras, que busquem equilibrar a produtividade com o bem-estar do trabalhador, evitando assim, sobrecarga de tarefas e transbordamento dos limites psicológicos do indivíduo. Dessa forma, evidencia-se que a omissão do Estado contribui com a Síndrome de Burnout no Brasil.

Além disso, deve-se apontar que o silenciamento acerca do tema contribui com o agravamento da situação atual. A ausência de debates consistentes favorece a banalização da problemática, já que a sociedade permanece alheia às consequências, uma vez que a falta de informação crítica impede a percepção da gravidade do Burnout, fazendo com que ele seja visto como algo comum. Esse comportamento pode ser associado à “Atitude Blasé”, conceito proposto pelo sociólogo Georg Simmel, que descreve a indiferença diante de situações relevantes. Desse modo, o esgotamento mental e físico vem sendo banalizado no país.

Portanto, diante do exposto, medidas são indispensáveis para solucionar o problema. O governo federal, que tem como finalidade proporcionar o bem-estar social, por intermédio do Ministério da Saúde, deve criar um plano de apoio psicológico aos trabalhadores, tendo em vista a gravidade do problema, valendo-se de palestras educacionais, com objetivo de conscientizar e valorizar a saúde.