Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 18/09/2025

No livro “Brasil, país do futuro”, o autor austríaco Stefan Zweig expressou confiança no crescimento exponencial da nação brasileira, projetando um futuro promissor. Entretanto, o país ainda enfrenta entraves que dificultam esse desenvolvimento, como o crescente número de profissionais com Síndrome de Burnout, advinda do esgotamento físico e mental. Nessa conjuntura, torna-se imprescindível analisar a negligência do poder público e a omissão social.

De início, nota-se a fragilidade governamental em assegurar o bem-estar e a qualidade de vida dos trabalhadores. Embora o país possua dispositivos legais — como a Constituição Federal e de seu Art. 6º, que assegura o direito à saúde, tanto física quanto mental. —, a concretização desses direitos é obstruída, principalmente, pela precária estrutura de apoio emocional e pela ausência de legislações efetivas. À luz da teoria das “instituições zumbis”, do sociólogo Zygmunt Bauman, percebe-se que o Estado funciona de modo espectral: mantém uma aparência de compromisso com o bem-estar populacional, mas fracassa em oferecer políticas públicas eficazes e estrutura para a manutenção trabalhista, havendo um déficit de apoio psicossocial nas instituições. Como consequência, parte dos trabalhadores, por sofrer alta pressão sem apoio psicológico, pode entrar em colapso, adoecendo mental e fisicamente, desenvolvendo síndromes e até depressão. Assim, enquanto persistir essa postura omissa, a ordem constitucional permanecerá fragilizada.

Ademais, a apatia social corrobora a permanência desse cenário. Nesse sentido, a filósofa Hannah Arendt, em sua teoria da “banalidade do mal”, explicita como a passividade diante das mazelas sociais contribui para sua continuidade. Sob tal ótica, evidencia-se a pertinência do pensamento de Arendt ao se analisar o índice de profissionais que desenvolvem a Síndrome de Burnout, decorrente da má atuação estatal, agravada pela ignorância e pela submissão coletiva, visto que grande parte da população trabalhista assume um estado de alienação, reproduzindo comandos ordenados de forma passiva e banalizando a questão, por serem incapazes de refletir sobre as consequências de suas ações. Desse modo, a normalização social silencia demandas, fragiliza a pressão por mudanças, legitima a inação estatal e inviabiliza soluções efic