Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 29/09/2020
No filme ‘‘O Lobo de Wall Street’’ há uma icônica cena em que retrata-se a ‘‘Black Monday’’, episódio que ficou conhecido como uma das maiores quedas nas bolsas mundiais desde a crise de 1929 e os impactos que este causa nos trabalhadores do mercado financeiro, levando muitos ao esgotamento mental completo proporcionado por àquele estilo de vida. De maneira análoga observa-se, na sociedade contemporânea, um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico e desumano, responsável pelo assustador crescimento da chamada ‘‘Síndrome de Burnout’’. Sendo assim, convém a análise da causalidade dos fatos.
Em primeira análise denota-se o atual ‘‘Modus operandi’’ do mercado de trabalho como uma das principais causas do impasse. Segundo o sociólogo Polonês Zygmunt Bauman e sua teoria de modernidade líquida vivemos em uma época onde os relacionamentos interpessoais são dinâmicos e fugazes, tal conjectura aplica-se perfeitamente ao mercado de trabalho atual e às consequências que este traz aos que nele estão inseridos uma vez que, devido a dinamicidade e competitividade presente em boa parte das empresas, muitas vezes seus empregados são desumanizados e obrigados à cumprirem metas altamente exigentes para manterem seus empregos.
Como consequência imediata, observa-se o esgotamento físico e mental completo destes indíviduos. Uma prova disso é uma pesquisa realizada pelo International Stress Management Association (Isma), onde é dito que 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com a chamada ‘‘Síndrome de Burnout’’: um distúrbio emocional cuja principal causa é justamente o excesso de trabalho, com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de laborais desgastantes que demandam muita competitividade ou responsabilidade. Logo, urge a disposição de meios que resolvam esta questão
Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para a solução do revés apresentado. Destarte o Governo Federal deve, por meio do Ministério do Trabalho criar um projeto de lei que, tramitando pelo Congresso, vise tornar obrigatório a presença de um psicólogo nas empresas Brasileiras além de uma checagem trimestral da saúde física e mental dos trabalhadores. Para que assim, o esgotamento físico e mental ligado a vida profissional e a ‘‘Síndrome de Burnout’’ não sejam mais problemáticas tão alarmantes para a sociedade e possamos rumar ao progresso. Observando uma realidade diferente da retratada pelo sociólogo Zygmunt Bauman e pelo longa ‘‘O Lobo de Wall Street’’ nos ambientes de trabalho contemporâneos.