Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 28/09/2020
Estrelado pelo ator estadunidense Will Smith, “A procura da felicidade” é um filme que retrata um fenômeno que tem criado vida nos últimos anos, em todas as camadas do ambiente corporativo: o cansaço decorrido pelo trabalho excessivo. No filme, acompanhamos a trajetória de um pai desempregado que luta por melhores condições de vida, e nesse processo, se insere em ambientes empresariais, que frequentemente demonstram diversas formas de competitividade, as quais causam danos emocionais ao personagem, que entra gradativamente em um processo de exaustão. Hoje, também chamada síndrome – a de Burnout, a recorrência desse fenômeno de exaustão profissional tem demonstrado uma falha sistêmica nas relações de trabalho do mundo e do Brasil.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, essa síndrome atinge cerca de trinta e três milhões de brasileiros. Especialistas e sócios de empresas privadas também alertam para o crescimento do problema, que, segundo alguns, tem demonstrado profunda relação com a tecnologia. De acordo com a especialista Ana Carolina Souza, que chama atenção para a modernização do trabalho, a tecnologia e os novos meios de comunicação geram ainda mais pressão: “A tecnologia certamente traz muitos benefícios para o nosso dia-a-dia, porém, é preciso aprender a utilizá-la de forma estratégica”. Ela aprofunda: “Isso pode gerar dificuldade de alinhamento de prioridades, excesso de cobrança, erros de comunicação, dentre outros problemas”. Tais dados não só reforçam a ideia de que a síndrome de Burnout está sendo causada pelo excesso de competitividade nos ambientes de trabalho, como também vem sendo agravada por outros fenômenos.
A prevenção, em contrapartida, é o melhor remédio. Segundo a OMS, as medidas preventivas estão diretamente ligadas ao autocuidado, como o descanso mental. A terapeuta Stéphanie Brasil, para o site folhavitória, recomenda: “Ter um tempo dedicado a si próprio garante mais qualidade de vida e bem-estar.”
Dessarte, constata-se os riscos a saúde gerados pela síndrome de Burnout nos trabalhadores. Contudo, as formas de prevenção e de autocuidado já são conhecidas pelas organizações de saúde e especialistas. Dessa forma, cria-se a necessidade de campanhas preventivas, a serem mediadas pelo estado, em parceria com as grandes corporações e contratantes, buscando uma melhoria das jornadas de trabalho, com a criação de cômodos e locais para o descanso mental dos empregados, bem como a flexibilização dos horários, permitindo que os trabalhadores tenham maior autonomia e adaptem suas rotinas da melhor forma possível, atendendo desta forma, a individualidade do trabalhador.