Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 28/09/2020

A Síndrome de Burnout tem esse nome devido a junção dos termos “burn”, que significa queimar, e “out”, que significa fora, tendo o sentido de combustão completa para se referir à situação dos profissionais na atualidade. Algo assim ocorre quando eles trabalham sob extrema pressão para superar expectativas no mercado, uma circunstância que gera insônia, dor de cabeça, pressão alta, depressão e esgotamento físico e mental. Nesse sentido, a Síndrome do Esgotamento Profissional tende a piorar o desempenho dos profissionais, pois afeta diretamente a qualidade de vida deles com tanto desgaste físico e mental.

Em primeiro lugar, o esgotamento físico dos trabalhadores começa com rotinas de trabalho intensas e repetitivas. Como apresentado no filme “Tempos Modernos”, o proletário interpretado por Charles Chaplin trabalha em uma fábrica e chega em sua casa sem saber como parar de repetir o movimento do trabalho com suas mãos. Isso mostra que os profissionais sofrem intensa pressão no ambiente de trabalho e fora dele também, o que afeta a disposição física para que eles realizem outras atividades não ligadas ao emprego, como esportes, danças ou yoga.

Em segundo lugar, o esgotamento mental relacionado à Síndrome acontece com a ideia de que a pessoa não está fazendo o suficiente e precisa fazer mais para atender as expectativas. Dessa forma, o Panóptico de Jeremy Bentham serve como modelo de estrutura para explicar o que se passa no ambiente de trabalho, em que as pessoas se sentem vigiadas sem saber se estão mesmo sendo observadas. Assim, o constante medo de errar ou não ser suficiente e alguém descobrir isso, gera uma pressão mental sob os profissionais para que eles se esforcem no trabalho cada vez mais, de forma insegura e prejudicial.

Desse modo, combater o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional é essencial para manter a qualidade de vida no mercado de trabalho. Para isso, o Ministério do Trabalho deve reduzir os casos de Síndrome de Burnout, por meio da inclusão de atendimento psicológico nas empresas, o qual será custeado pela própria empresa e exigirá no mínimo 5 consultas para que o profissional possa ser dispensado do atendimento se quiser. Além disso, o Ministério da Saúde deve valorizar a saúde física dos profissionais, por meio da obrigatoriedade de filiação das empresas com academias ou espaços de atividade física, o que leva os trabalhadores à terem oportunidade de se engajar em atividades não ligadas ao emprego. Com isso, a saúde do corpo e da mental serão garantidas, bem como a qualidade do serviço prestado pelos profissionais.