Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 28/09/2020
No episódio “Aquele que poderia ter sido”, da série “Friends”, uma das personagens, Phoebe Buffay, tem um infarto por conta do excesso de estresse no trabalho, o qual provocava um cansaço físico e mental nela. Analogamente, evidencia-se, no século XXI, a síndrome de Burnout - distúrbio causado pelo esgotamento ligado à profissão - no cotidiano dos cidadãos. Dessarte, tal problemática é gerada pelo imediatismo -necessidade de efeitos imediatos - e pela supervalorização do trabalho.
Primeiramente, é notório, nos dias atuais, a falta de autocuidado por conta do tempo necessário para investir nesse. Dessa forma, de acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, a sociedade tem sido imediatista, assim, evita-se a promoção de habilidades socioemocionais por demandarem tempo. Diante disso, jovens com a síndrome de Burnout não procuram ajuda, visando somente atividades que promovam efeitos instantâneos. Por isso, 30% dos empregados sofrem desse male, de acordo com a “International Stress Managment Association”, precisando de intervenções.
Ademais, a supervalorização do trabalho agrava essa problemática, pois desvaloriza a promoção do cuidado pessoal. Assim, a obra “A ética protestante e o espírito do capitalismo”, de Max Weber, evidencia que a religião protestante promoveu uma obsessão pelo trabalho, já que essa ressaltava o sucesso profissional como comprovação da salvação. Desse modo, a valorização do trabalho está intrínseca na sociedade, permitindo que o lazer seja visto como errado, destarte, aumenta-se a produtividade tóxica, como visto na série “Friends”, necessitando de mudanças.
Portanto, é necessário minimizar o imediatismo social e valorizar o lazer, juntamente com o autocuidado. Para tal, o Ministério da Saúde deve, por meio da mídia - principal responsável por mudanças sociais - promover propagandas conscientizadoras. Tais publicações devem ressaltar os efeitos da necessidade de consequências instantâneas na sociedade e evidenciar a origem da supervalorização do trabalho. Por fim, tal conscientização promoverá maior procura pelo lazer e autocuidado.