Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 28/09/2020

“Trabalhar ou viver, eis a questão”

“To Burn out” em inglês significa incendiar-se, queimar por dentro. O psicanalista alemão Heber Freudemberg, em 1970, constatou em si mesmo que passava pela crise a qual mais tarde ficaria conhecida por “Bornout”. É real a afirmação de que a vida pessoal é consumida pela profissional, sobretudo em tempos de açodada vicissitude.

No intuito de corroborar a afirmação anterior, a Organização Mundial da Saúde (OMS), dirigida pelo senhor Tetraedrus Ahamenom, divulgou que há trinta e três milhões de brasileiros trabalhadores afetados pela síndrome. Portanto, as mudanças que a famigerada “peste sino-pandêmica” trouxe ao mundo, veio acompanhada de mais uma. A síndrome da pressão tecnológica.

Nesse viés ainda, o “home-office” que parecia ser a solução aos problemas decorrentes do isolamento, porém, surtiu outros efeitos a saber: dificuldades de alinhamento entre pessoas, sentimentos negativos em relação ao trabalho, absurdo número de mensagens em aplicativos, frieza por parte de gestores de processos ( pessoas do topo da pirâmide hierárquica), cultura da disponibilidade x acessibilidade e, por fim, produtividade aquém da expectativa.

Todavia, não obstante uma “praga”, precisava surgir outra a fim de futricar a vida célere dos labutantes. Em verdade, a mazela, se pode assim ser chamada, é comparada à células humanas, que ao primeiro sinal de ameaça iniciam sua fagocitose - consumir de dentro para fora - processo biológico.

Enfim, a proposta para solução da equação: trabalho versus viver; é ter bons hábitos de lazer, buscar o autocuidado. Isto posto, as empresas estatais ou privadas devem criar a oportunidade de cura interior, bastando cumprir regimentos internos, sobretudo, a Consolidação das Leis do Trabalho. Dessa forma, permita-se ao colaborador diário, o cuidado consigo, praticar esporte, meditação, enfim; desopilar para preservar-se.