Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 17/11/2020
A partir da Revolução Industrial, iniciada na segunda metade do século XVIII, surgiram inúmeros críticos à nova lógica econômica e cultural que adentrava no mundo contemporâneo. Dessa forma, pode-se destacar Karl Marx, sociólogo que buscou destacar as implicações do capitalismo ao evidenciar que os trabalhadores se tornam apenas instrumentos do sistema e o trabalho seja a única fonte de riqueza e bem-estar. Com isso, a cultura e o lazer são reajustados para segundo plano, acarretando em uma grande problemática à medida que a população, esgotada do serviço, tende a apresentar distúrbios mentais como a “Síndrome de Burnout”.
Mormente, faz-se importante mencionar que o autocuidado não se direciona somente ao aspecto físico, há também a preocupação com a saúde mental. O que se deve concluir é que ele é a chave para o desempenho profissional e pessoal, pois a mente e o corpo estarão em completa sintonia, colaborando com a produtividade para realizar as tarefas diárias e proporcionando qualidade de vida e bem-estar. A terapeuta Stéphanie Brasil deixa esse assunto bem claro ao relatar que é necessário um equilíbrio para se sair bem no trabalho e nas outras esferas da vida e que precisa dedicar um tempo para cuidar da saúde mental, evitando a doença causada pelo excesso de serviço.
Paralelamente a isso, do mesmo modo que a tecnologia abriu fronteiras e facilitou o cotidiano ao permitir que tenhamos cada vez mais autonomia, a mesma pode trazer malefícios se não forem controlados. Assim, com a possibilidade de trabalhar sem estar presente no local, por meio de “e-mails” e mensagens, o trabalhador se sobrecarrega e acaba tendo uma maior carga horária. Além disso, o “home office” pode ser associado às cobranças e pressão, resultando em um quadro de síndrome de Burnout. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a síndrome afeta cerca de 33 milhões de brasileiros.
Portanto, indubitavelmente, faz-se necessário a intervenção da OMS por meio de campanhas e usando a tecnologia a favor para disseminar a informação, alertando a população da necessidade do lazer e do autocuidado, para que não aumente os casos de distúrbio e exaustão mental. Além disso, é importante que o chefe incentive o descanso do seu funcionário, diminuindo a carga horária, para que o desempenho do trabalhador seja de forma satisfatória para ambos. Logo, a população terá maior rendimento profissional e pessoal, o que diminuirá o número de afetados pela Síndrome de Burnout.