Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 29/09/2020
A terceira revolução industrial, revolucionou a forma como as pessoas interagem, encurtando distancias e democratizando a informação, formando assim uma aldeia global, de acordo com o sociólogo Hebert Marshall. Entretanto, esse avanço tecnológico trouxe consigo diversos problemas, ligados ao bombardeamento de imagens e a necessidade criada, do constante desempenho gerando um esgotamento físico e mental do individuo. Dessa forma é importante analisar as causas e consequências relacionadas a essa problemática.
Em primeira analise, é importante destacar o papel da globalização na origem desse empecilho. Segundo o sociólogo brasileiro Milton Santos, a globalização integradora é uma fabula que não reflete a verdadeira face do fenômeno , que de acordo com o sociólogo , serviria muito mais ao proposito da segregação e a disseminação de doenças , desemprego e más ideias, em um fenômeno que ele apelidou de Globalização Perversa. Dessa maneira, a tecnologia expõe as pessoas a um ideal inatingível e pouco democrático gerando pressões e expectativas que levam ao esgotamento do individuo. Nesse cenário, Urge a necessidade de um controle desse excesso de informações para uma maior liberdade mental e física.
Em consequência disso, a vida fica marcada pela ideia de “sociedade do cansaço” . Dessa forma, o conceito do filosofo Byung-Chul Han compara o tecido social a um enxame , que não dorme está sempre fazendo ruído, sempre buscando ser melhor , uma esfera na qual todo momento, é momento de se aprimorar.Assim, Essa constante pressão em ser melhor a todo momento leva ao “Burnout”, proporcionando um esgotamento físico e mental.
Diante desse panorama, medidas são necessárias para mitigar o esgotamento físico e mental da vida profissional. Assim, cabe ao Ministério da Saúde, devido ao fato de ser o maior interessado na plenitude do bem estar social, promover campanhas de conscientização da importancia do descanso