Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 29/09/2020
O livro “Modernidade Liquida” de Zygmunt Bauman descreve a lógica do consumo como uma responsável pela objetificação das pessoas, em que define a personalidade pela posse de bens materiais. Lamentavelmente, isso pode ser notado na realidade brasileira através da síndrome de Burnout. Em virtude da mentalidade capitalista e da influência midiática, a busca incessante por conquistas intensifica sentimentos estressantes no trabalho podendo desenvolver essa síndrome e graves problemas de saúde.
Em primeira análise, o pensamento de idealização pessoal através do consumo é preocupante. Segundo François Fénelon “A avareza e a ambição mostram-se mais descontentes do que não têm, do que satisfeitas com o que possuem”. Assim sendo, sentimentos descontrolados de desejo pelo consumo só implicam em mais insatisfação e na busca de saciar essa sensação é criado um ciclo vicioso de trabalho intenso e estressante com recompensas vazias.
Outrossim, a influência dos meios de comunicação que impõem padrões sociais é visivelmente problemática. De acordo com a obra “sociedade do espetáculo” de Guy Debord, há uma interdependência entre processos de acúmulo de materiais e de imagens. Portanto, é evidente a presença de um status modelo de sucesso e felicidade definido pela mídia, gerando uma preocupação para o alcance dessa posição social que reflete no esforço excessivo do trabalho.
Logo, fica claro que medidas devem ser tomadas para amenizar o problema. Por isso, o Ministério do Trabalho como órgão responsável, deve sancionar uma lei que defina como direito e obrigação trabalhista o atendimento psicológico mensal dos funcionários de qualquer setor, a fim de auxiliar aqueles que já possuem a síndrome e como medida preventiva para os demais. Assim, possibilitando uma melhoria na vida dos trabalhadores e na produtividade do ofício. Espera-se que com isso se encontre o equilíbrio e a qualidade de vida para todos.