Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 06/10/2020

As Revoluções Industriais do século XVII mudou radicalmente o convívio social, sendo algumas alterações prejudicais. Sob essa ótica, a vida agitada da metrópole tem causado problemas de saúde, bem como a falta de tempo para o autocuidado e as relações interpessoais, são fatores preponderantes para o desequilíbrio social e o seu esgotamento. Logo, é necessário mudanças comportamentais a fim de dirimir esses impasses.

Em primeira instância, é fundamental ressaltar que devido o excesso de trabalho e ocupações ocorre um esgotamento não só físico como também mental. Segundo o médico Hebert Freudenberg, em 1974, os profissionais que não tiram tempo para si, desenvolve a síndrome de Burnout. Percebe-se, nesse viés, que embora a busca por melhores capacitações e qualificações seja importante para o meio empregatício, é primordial que o indivíduo cuide da sua saúde física e psicológica. Pois, de nada adianta ter vários diplomas, mas não poder exercer a profissão pelo fato de haver um cansaço extremo, que causa estresse, negação de problemas, despersonalização e tristeza interna.

Ademais, convém relacionar ainda, que a busca pelo crescimento econômico em detrimento das relações sociais e a cultura do autocuidado é notório no agrupamento civil. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, as relações no mundo contemporâneo são superficiais e fluidas. Ao seguir essa linha de raciocínio, evidencia-se que a coletividade se enfraquece no século XXI, e o individualismo ganha força. Por conseguinte, as pessoas ficam ansiosas, depressivas e com várias disfunções físicas e psíquicas por não compartilhar as suas dores, pelo contrário, tratam o outro como mais um concorrente nesse mundo de disputas, dessa forma, não podem saber das suas fraquezas.

Infere-se, portanto, que medidas precisas ser tomadas para resolver esses impasses e com que a síndrome de Burnout seja apenas um conceito não vivenciado na prática. Em vista disso, cabe as empresas e órgãos que fornecem empregos investirem em locais de lazer e descanso no próprio centro de trabalho, além de ministrar palestras, debates e consultas com psicólogos que retratam a importância de socializar, cuidar de si mesmo e buscar equilíbrio entre físico, mente e profissionalismo, com o objetivo de mudar o comportamento e verificar de forma antecipada quaisquer disfunção relacionada ao Burnout. Assim, haverá menos reflexos da corrida capitalista gerada pelas revoluções