Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 30/09/2020
Uma das consequências da globalização é a procura, muitas vezes inconsequente, de uma estabilidade financeira. Entretanto, nota-se um desvio no que diz respeito ao autocuidado, que é um fenômeno explicado pela Síndrome de Burnout, que exemplifica o resultado negativo no ato de trabalhar demais. Dessa forma, torna-se nítido os efeitos que amplificam e atrofiam a vida de muitos indivíduos, sendo eles, na maioria das vezes, provocados pelas sobrecargas laborais que são erradicadas ao âmbito familiar, que por sua vez são intensificadas pela jornada de trabalho excessiva.
Nesse sentido, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a modernidade líquida, se atrelada à vida profissional, exerce um efeito fugaz no que diz respeito às interações humanas. Em outras palavras, diante da extrema valorização do trabalho - agravado pela necessidade econômica - há uma necessidade de levar assuntos profissionais para casa. Além disso, de acordo com a International Stress Managent Association (ISMA), mais de três quartos da população brasileira sofre com o distúrbio devido à transferência do local de trabalho - do escritório para casa - que justifica o aumento expressivo de doenças como depressão e ansiedade, causando o esgotamento físico e mental.
Ademais, uma das consequências do excesso da jornada de trabalho sobre os trabalhadores ingleses, na primeira Revolução Industrial, foi a violação da condição psíquica e fisiológica, gerando problemáticas no quesito relacionamento social. Outrossim, se essa realidade retrógrada for aplicada intencionalmente, tem como consequência, pessoas cansadas, com déficit de atenção e instáveis, devendo então, ser um processo atenuado, na medida do possível, pelos empregadores. Nesse contexto, é necessária uma maior empatia com os empregados, dando ênfase e estudando formas de otimizar e conciliar o local de serviço com a vida pessoal dos mesmos. Assim, evitar extrapolar os limites servis da sociedade, evidencia uma prática coesa entre patrão e funcionário.
Portanto, a fim de dinamizar e amenizar o censo estudado pela ISMA, que explica os casos e causas da Síndrome de Burnout, medidas devem ser tomadas. Para tanto, é mister que o Ministério da Cidadania, juntamente com suas secretarias midiáticas - reconhecidos como as maiores instâncias administrativas no que tange à assistência ao servidor - promova, através de propagandas em horários comerciais nos canais abertos televisivos, a ideia da responsabilidade moral e ética entre os trabalhadores e as empresas. Para que, através disso, exista uma relação de compromisso entre os mesmos, garantindo uma maior presença, autonomia e produtividade profissional. Feito isso, existirão questionamentos quanto à teoria de Zygmunt Bauman, já que a fugacidade das coisas não será perceptível em uma sociedade que respeita os direitos do cidadão.