Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 30/09/2020

Desde o século XX, a política brasileira passa a ter um maior apoio aos trabalhadores, com a criação das leis trabalhistas. Porém, apesar da concessão de alguns direitos, que favorecem a saúde mental, atualmente, o esgotamento físico e mental diagnosticado como Síndrome de Burnout está se tornando cada vez mais comum. Esse cenário precisa ser combatido em prol do bem-estar. Para isso, deve-se levar em consideração que a jornada de trabalho ultrapassa os limites do serviço, e o empregador visa o lucro.

Primeiramente, com o uso da tecnologia, a jornada de trabalho ultrapassa o horário de serviço em questões de continuidade da comunicação. A empresa usa recursos, como e-mail, mensagens e ligações que ocorrem em tempo integral, o que torna o serviço prolongado e estende-se para a vida social. Como associação, a principal causa da síndrome é o excesso de trabalho, de acordo com Ministério da Saúde, e é comum em casos que tenham uma maior pressão no serviço. Portanto, a falta de limite entre o tempo no emprego e fora dele leva uma maior sobrecarga, o que pode auxiliar no aparecimento da doença.

Em segunda análise, o empregador não ajuda o seu empregado em termos de saúde mental e está voltado mais para o lucro. Para elucidar, uma pesquisa feita pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho comprova que apenas 18% das empresas mantêm um programa para cuidar da parte psíquica do trabalhador, e que a maioria dos casos é tratada como tabu. Por isso, é comum problemas psicológicos e físicos serem vistos apenas quando os casos estão agravados, e assim, prejudica os negócios e o ser acometido por essas enfermidades.

Em suma, a falta de atenção emocional e física torna a Síndrome de Burnout cada vez mais frequente em nossa sociedade. Dessarte, cabe à Secretaria de Trabalho, criar a exigência de apoio psicológico, o qual inclui, por exemplo, consultas anuais com psicólogos, com o fito de prevenir doenças. Também compete a mesma, a fiscalização da extensão da carga de trabalho, por meio de denúncias, os quais incluem a sobrecarga de mensagens fora do horário de serviço, com a finalidade de diminuir os abusos dos empregadores. Sendo assim, diminuirá os casos de enfermidades relacionadas à saúde mental nos trabalhadores.