Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 30/09/2020

Na pós-modernidade,os tempos são compressivos,tudo é mais frenético,corrido e sem espaço nem para se alimentar adequadamente.Nesse sentido,em 1970,foi cunhado o nome da síndrome de Burnout,doença essa em que o indivíduo está no seu máximo de esgotamento físico e mental em qualquer atividade diária,porém,ocorre com mais frequência no ambiente de trabalho.Dessa maneira,é importante destacar dois pontos relevantes:a causa principal sendo a competitividade e as suas consequências para o corpo.

A princípio,vale ressaltar que a competição laboral entre os colegas é algo que pode trazer a gênese das complicações.Isso pois,é o ponto de partida para entrar em um loop,transformando-se em uma equação matemática,viver se torna igual à trabalho,uma vez que troca momentos de lazer,conversas com os amigos e familiares,pelas tarefas do serviço.Nessa magnitude,a partir desse ponto de partida, pode-se chegar ao décimo nível,segundo William Resende,o médico neurologista,em que a pessoa está numa tristeza,confusão mental e estafa profunda.Logo,quando um ser chega nesse nível,não tem mais o sentimento de “eudaimonia",palavra grega que segundo Aristóteles,filósofo,dissertava como a busca da felicidade.

Outrossim,cabe salientar que os efeitos dessa doença,caso não seja tratado,pode ser perigosa. Acerca disso,podem surgir a depressão,tentativa de se afastar de qualquer tipo de problema,entender o contexto errado em diversas situações,entre outros sinais de alerta.Além disso,essa vontade excessiva na busca de trabalhar pode ser algo ligado a indústria cultural,tendo em vista que dissecada pelos sociólogos,Theodor Adorno e Hokheimer,escola de Frankfurt,na Alemanha,no qual existe a necessidade do consumismo a todo momento.Sob essa ótica,nos tempos atuais,o prazer está muito ligado aos bem materiais e quanto mais se trabalha,mais se pode desfrutar desses benefícios.

Infere-se,portanto,que medidas são necessárias estratégias para modificar esse cenário.Para que isso ocorra,o Ministério da Saúde,em coparticipação com o do Trabalho e Educação,deve haver medidas a curto e a longo prazo,como a tentativa de as empresas criarem ambientes mais harmônicos entre os empregados,no qual um ajude o outro como uma equipe.Isso será colocado em prática por meio de projetos criados pelas empresas em que é necessário fazer em grupo e não individualmente, cada um ajudará em uma parte e no final será unido como um todo para que nasça o espírito de equipe.Além disso,a mídia pode difundir,por intermédio de canais abertos e fechados,em horário nobre, os malefícios do consumo não consciente,tendo como apoio de psicólogos,os próprios representantes dos ministérios e especialistas no assunto.Então, com o intuito de uma sociedade mais harmosiosa.