Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 01/10/2020

A obra “O grito”, do pintor Edvard Munch”, apresenta uma figura em situação de angústia e desespero existencial. De maneira análoga, a sociedade contemporânea do Brasil, com sua constante agitação, tem causado desequilíbrios psicológicos que são vividos por muitos indivíduos, que acabam sofrendo com a Síndrome de Burnout- estado de esgotamento físico e mental. Tal patologia traz mórbidos impactos na saúde e na economia territorial, fazendo imediata sua resolução. Em primeira análise, é oportuno analisar que Lewis Carroll, em sua obra “Alice no País das Maravilhas”, apresenta o personagem “Coelho Branco”, o qual está sempre apressado e contando o tempo, não se permitindo, em nenhum momento, descansar.

Em paralelo, imersos em rotinas intensas, os protagonistas da sociedade hodierna, encontram-se como o personagem de Lewis, em constante agitação. Atrelado a isso, cabe inferir que, partindo de pesquisas realizadas pelo Instituto Kronos, a Síndrome de Burnout é causada, principalmente, pela carga de trabalho excessiva. Ademais, como afirma o escrito Byung-Chul Han, “a sociedade do desempenho produz depressivos e fracassados.”

Em segunda análise, visto que o excesso de atividades é o grande algoz dos cidadãos modernos, têm-se a deficiência de condicionamento como resultado. Em prova disso, a Organização Mundial de Saúde, OMS, afirma que a exaustão causada pela patologia resulta em baixa produtividade no âmbito do trabalho, uma vez que a saúde dos trabalhadores impacta, diretamente, seus rendimentos pessoais e profissionais, tornando-os incapazes de realizarem tarefas técnicas por um período constante de tempo. Em consequência, como afirma o jornal “Appus”, com profissionais enfermos, o setor econômico brasileiro fica diante de infelizes obstáculos, uma vez que é prejudicado pela improdutividade dos operadores. Portanto, faz-se necessárias as mudanças nesses locais e, consequentemente, na vida dos indivíduos.

Urge, pois, visto que tal conjuntura afeta esferas importantes do singular e da nação, sua resolução. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde advertir, por meios midiáticos, sobre os perigos da autoexploração individual, já que muitos se dedicam, fielmente, às atividades profissionais deixando de lado o tempo de ócio e relaxamento, a fim de que deixem de ser “Coelhos Brancos” e permitam-se repousar. Além disso, uma vez que é necessária a colaboração das empresas em prol da saúde de seus funcionários, é fulcral que o governo federal crie campanhas, expostas em “outdoors”, informando sobre os benefícios de pausas constantes, entre os períodos do dia, para os empregados, visando um desempenho saudável dos sujeitos e, por conseguinte, uma evolução funcional conjunta.