Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 09/12/2020

A Revolução Industrial transformou a percepeção de tempo e o modo de produzir. Já a Reforma Protestante - principalmente a corrente calvinista - estabeleceu uma nova ética, a qual se baseia no trabalho sem excessos. Esses dois momentos marcaram a afirmação burguesa com classe dominante. Na atualidade, esse grupo permanece hegemônico e, assim, os indivíduos buscam uma boa carreira e uma elevada produtividade para realizarem-se profissionalmente. Essa realidade, no entanto, pofr causar a exaustão.

Primeiramente, precisa-se analisar os impactos do esgotamento físico. A modernidade, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman,  é líquida, pois há um grande número de transformações, que ocorrem de maneira constante. Dessa forma, no campo profissional, as pessoas necessitam de se adaptar às novidades com mais livros, cursos e palestras. Como consequência, a carga de trabalho excede o horário de expediente. A população, então, não possui tempo para se dedicar à alimentação saudável, à prática de exercícios e ao sono. A síndrome de burnout, assim, torna-se realide para muitos indivíduos.

Além disso, o contexto moderno gera efeitos negativos à saúde mental. O ambiente de elevada ânsia por produtividade marca-se pelo racionalismo. Para o filósofo Friedrich Nietzsche, desde a antiguidade, nega-se  as pulsações dionisíacas - fundamentadas nas emoções e na irracionalidade- , na contemporâneidade, tal negação é excessiva. Nesse sentido, os indivíduos estão desconectados com uma parte de si e, por isso, colocam em xeque a saúde mental. Com as tecnologias, o trabalho pode ser feito à distância e em diferentes horários. Dessa maneira, mais uma vez, ultrapassa-se o expediente. A exaustão é inevitável, mas, em busca de resultados, ignora-se o sentimentos e, assim, não se cuida da saúde mental.

Fica envidente, portanto, que, nos dias atuais, as pessoas sofrem com o esgotameto físico e mental. Para melhorar essa questão, o Ministério do Trabalho, em conjunto com o setor privado, deve promover campanhas que focam em progamas de capacitação em horário de expediente para reduzir as demandas além do horário regular, a fim de permitir o mair tempo para o cuidado com o corpo. Ademais, o Ministério da Saúde, em parceria com a TV aberta, deve promover medidas para o cuidado da saúde mental com propagandas que estimulem a ajuda psicológica profissional e a prática de atividades que ajudam na conexão com a mente, como a Yoga e a meditação.