Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 02/10/2020
No filme “tempos modernos” de Charlie Chaplin é retratada a rotina exaustiva de um operário em uma linha de produção. Fora da ficção, é fato que o exposto nas cenas está relacionado ao trabalho no século XXI: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional. Esse quadro é consequência, principalmente, da ineficiência do Estado e da mentalidade capitalista da sociedade. Assim, medidas devem ver tomadas para garantir melhor qualidade de vida aos trabalhadores.
Em primeiro lugar, vale ressaltar a insuficiência governamental em oferecer atendimento psicológico os servidores. Segundo o Ministério da Saúde, há apenas 2465 CAPS ( Centro de Atenção Psicossocial ) em todo o Brasil. Nessa perspectiva, devido à falta de atuação das autoridades e sobrecarga de trabalho, os profissionais sentem-se esgotados emocionalmente e infelizes com suas profissões. Sendo assim, é evidente eleger governantes preocupados com a saúde mental de todas as camadas sociais
Outrossim, a forte mentalidade capitalista dos indivíduos também pode ser considerada responsável pelo problema. De acordo com o filósofo Byung-Chul Han em sua obra “sociedade do cansaço”, a busca excessiva pela produtividade e sucesso pessoal refletem negativamente na sociedade. Sob tal ótica, trabalhadores buscando o lucro e a produção, submetem-se à jornadas de trabalho exaustivas e privam-se de momentos de lazer. Sendo assim, é necessário alterar a cultura de supervalorização da produtividade.
Infere-se, portanto, a urgência em solucionar essa problemática. Para isso o Ministério da Saúde deve garantir atendimento psicológico a todos os servidores, por meio da contratação de psicólogos para atender nos locais de trabalho, a fim de proporcionar o bem-estar físico e mental. Além disso, a sociedade deve priorizar o autocuidado, por meio do equilíbrio entre o tempo destinado ao serviço e descanso, com o objetivo de tornar trabalhadores mais felizes profissionalmente.