Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 01/10/2020

O psicanalista estadunidense Herbert Freudenberg desenvolveu, em 1974, o conceito de “Síndrome de Burnout” após constatar repetições de padrões, como desânimo, frustração e irritabilidade, nos diagnósticos de seus pacientes trabalhadores. Todavia, esse esgotamento profissional está se intensificando no Brasil hodierno, em especial no que concerne ao desenvolvimento de doenças e à sobrecarga do trabalhador. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas que mitiguem infortúnio.

A priori, apesar de não ser classificada como doença, essa síndrome acentua a predisposição a outros transtornos e, consequentemente, causa perdas na economia. Sob esta ótica iminente, a International Stress Management Association identificou que um terço dos trabalhadores brasileiros sofrem com esse problema. Nessa lógica, o ritmo de produção é reduzido tanto pela queda de produtividade no trabalho quanto pelo afastamento para o tratamento das doenças induzidas, esse último gerando ainda mais gastos públicos, como comprovado pela Organização Mundial da Saúde, que contabilizou perda anual de aproxidamente um trilhão de dólares devido a esse problema. Dessarte, é medular trabalhar na prevenção dessa condição.

Outrossim, a praticidade tecnológica contribui para agravar a questão. Consoante a isso, o filósofo húngaro Georg Lukács fomentou o conceito de “Reificação”, no qual o homem, ao se comparar à máquina, exige sempre uma melhora de sua performance. De maneira análoga, a facilidade de comunicação do meio digital intensificou a busca por ascensão profissional e projetou a falsa crença de trabalhadores disponíveis durante o dia inteiro e constantemente, sem considerar os limites humanos de rendimento. Destarte, revela-se a imprescindibilidade de controlar o excesso de carga criado pelo mau uso da tecnologia.

Portanto, com o fito de combater e prevenir a pressão emocional na classe laboral, o Ministério da Cidadania, responsável por promover assistência social e à saúde, em parceiria com o Ministério da Economia devem estimular práticas de autocuidado nos trabalhadores por intermédio da adaptação dos ambientes públicos, instalando áreas para lazer e exercício físico e por conseguinte, reduzindo o tempo utilizado para meio digital. Ademais, as empresas que se predispusessem a adaptar seus ambientes de trabalho, ampliando as áreas verde e para exercício em suas construções, teriam os impostos reduzidos. Somente assim a “Síndrome de Burnout” identificada por Freudenberg irá parar de assolar os trabalhadores brasileiros.