Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 14/10/2020
A síndrome de Burnout tem se tornado cada vez mais conhecida e, durante o período de pandemia, tem se tornado mais frequente do que antes. A idealização da felicidade por meio do crescimento econômico e profissional, em conjunto com o “home office” e o aumento do uso de tecnologia é um dos responsáveis por isso.
Assim, a tecnologia sempre se mostrou uma ferramenta capitalista, mas hoje é um dos maiores utensílios para manter o proletariado trabalhando. Uma pesquisa divulgada pelo jornal O Globo mostra isso, segundo eles a venda de eletroeletrônicos aumentou 71% durante a pandemia. Simultaneamente, o LinkedIn afirma que 62% dos brasileiros estão mais estressados com o trabalho, enquanto passam mais tempo “online” e trabalhando com cobranças.
Dessa forma, pode-se ligar este problema, também, à ideia de meritocracia. A ideia de que quanto mais trabalho, maior é o sucesso econômico, contribui para que situações como a síndrome de Burnout sejam romantizadas com a narrativa de que essa é consequência do esforço e dedicação de alguém que será bem sucedido. Logo, frases como “trabalhe enquanto eles dormem, e então viva o que eles sonham” são extremamente prejudiciais, pois reforçam esta necessidade de super produtividade.
Em suma, há a necessidade, primeiramente, da conscientização popular perante a sua saúde mental e a lenda da meritocracia, sendo isso de responsabilidade de indivíduos já conscientes por meio do chamado “trabalho de base”. Para além disso, as empresas têm como dever ajudar a manter a boa forma psicológica de seus funcionários, o que pode ser feito com aumento do fornecimento de lazer, com áreas verdes no ambiente de trabalho por exemplo, ou com uma limitação no número de cobranças “online” durante o período de trabalho remoto, para que, enfim, diminua-se a incidência da síndrome de Burnout.