Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 03/10/2020

No filme “Click”, o personagem Michael Newman usa um controle de televisão que pode controlar o tempo, para assim avançar certos momentos e chegar em seu desejado sucesso profissional, mas acaba descobrindo que todo o trabalho comprometeu sua saúde e o afastou da família. Situações como essas passaram a ser muito comuns na atualidade, onde pessoas sobrecarregadas com o trabalho resultam em ter sua saúde mental e física desestabilizadas e sua vida pessoal prejudicada.

Certamente, tais fatos são confirmados pela ISMA, que afirma que três a cada dez brasileiros sofrem com o esgotamento profissional. Haja vista que a intensa cobrança de empresas sobre seus empregados, como tarefas em excesso para prazos muito curtos, acaba por sobrecarregar os trabalhadores, o que pode causar ansiedade e até mesmo depressão. Pois, segundo a OMS, cerca de 90% dos suicídios no mundo estão associados a distúrbios mentais, e aponta a vida profissional como uma das maiores causadoras de distúrbios.

Por conseguinte, a falta de preocupação das empresas com a saúde mental de seus empregados, acarreta no aumento desses problemas relacionados ao cansaço mental e físico, de forma que os trabalhadores não encontram tempo para cuidar de sua saúde, por causa da alta cobrança profissional. A necessidade de sucesso no trabalho e a pressão faz com que as pessoas não foquem em cuidar de si mesmas.

Logo, cabe às empresas o dever e zelar pela saúde de seus empregados, administrando melhor os afazeres de cada colaborador, com momentos para pausas e tarefas bem distribuídas, com o tempo necessário para sua execução. Além de orientar seus funcionários a descansar da forma correta  ao saírem do ambiente de trabalho, a fim de tutelar, com isso, pelo bem estar de seus servidores.