Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 11/10/2020
A partir de 1930, o Brasil começou a passar por um intenso processo de industrialização, e, com isso, o país se urbanizou, visto que muitos indivíduos saíam de suas terras natais em direção a região Sudeste na busca por melhores condições de vida. A isso se assemelha o trabalho nos dias atuais, no qual diversas pessoas, com o mesmo objetivo dos migrantes do século passado, acabam se dedicando de maneira tão alienada que desenvolvem a Síndrome de Burnout. Mais especificamente, isso se deve à busca por ascensão profissional e ao medo do desemprego.
Em primeiro plano, temendo uma demissão, é natural que os indivíduos se esforcem excessivamente em sua jornada de trabalho. Isso se comprova com o dado da Organização Mundial da Saúde (OMS), de que mais de 30 milhões de brasileiros sofrem com a síndrome de Burnout. Nesse sentido, observa-se que esse demasiado temor, que pode ser ilógico, interfere diretamente na vida pessoal do trabalhador, tendo o potencial de gerar prejuízos físicos e psicológicos, limitando tanto o seu rendimento no âmbito profissional quanto em sua satisfação emocional.
Além disso, visando cargos melhores, ou ainda salários mais atraentes, inúmeros funcionários se sobrecarregam. Essa situação é ilustrada com o pensamento do filósofo grego Pitágoras de que o homem é mortal por seus temores, mas imortal por seus desejos; o que permite analisar que o empregado tende a se aplicar de maneira absurda ao trabalho na busca por ascensão profissional, preenchendo seu tempo livre com horas extras no serviço e preocupando demais enquanto está sem seus momentos de lazer, o que acaba proporcionando, além de um aumento salarial, uma grave síndrome.
Sendo assim, fazem-se necessárias ações governamentais de combate à Síndrome de Burnout. A princípio, cabe aos países, por meio de acordos com as faculdades de psicologia locais, oferecer profissionais e estagiários às empresas, possibilitando consultas mensais de maneira opcional, mas semestrais para todos, aconselhando-os e diminuindo o temor dos mesmos a respeito de uma possível demissão, para que assim os funcionários se sintam mais seguros e não se cobrem tanto por medo de ter seus contratos rescindidos, diminuindo assim o número de casos dessa Síndrome. Ademais, as escolas, por meio de palestras deve, alertar os alunos para que priorizem o autocuidado, ao invés de crescimento profissional, alertando sobre esse distúrbio, para que dessa maneira, os trabalhadores do futuro se preocupem mais com sua saúde do que com seu salário. Se tudo isso dor feito, então a Síndrome de Burnout será minimizada e a urbanização brasileira deixará de ser uma associação ao trabalho nos dias atuais.