Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 04/10/2020
Falta de controle sobre o tempo disponível. Ocorrência de doenças. Essas são algumas das características que descrevem bem o panorama da síndrome de Burnout no Brasil. Em um mundo extremamente tecnológico e globalizado, ter uma administração eficiente entre o período de trabalho e lazer é um fator crucial para possuir uma elevada qualidade de vida.
Primeiramente, segundo o filósofo Claude Lévi-Strauss, “a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento da forças que estruturam a sociedade, como os eventos históricos e as relações sociais”. A partir desse pressuposto, é sabido que após a III Revolução Industrial houve uma acelerada expansão dos meios tecnológicos, principalmente a internet. Dessa forma, a facilidade de receber e executar tarefas, por meios digitais, fora do ambiente laboral, propiciou o aumento de atividades realizadas em casa, com isso, a falta de controle sobre o tempo disponível elevou a carga horária de trabalho, fator esse que facilitou o esgotamento físico e mental do indivíduo.
Outrossim, cabe salientar que a falta de tempo para lazer propicia o surgimento de doenças. Dessa forma, a sobreposição das atividades do trabalho em relação ao momento de relaxamento, desencadeia um processo de estresse no corpo das pessoas, já que, o indivíduo está sempre focado em realizar tarefas e não dedica tempo à saúde. Por conseguinte, ele adquire doenças físicas, como o sedentarismo, e psicológicas, como depressão, fatores esses que afetam a qualidade de vida.
Portanto, é mister que, para atenuar a problemática, cabe ao Ministério da Educação implementar na grade comum curricular uma matéria na disciplina de Sociologia, em que através de situações problemas, auxilie os alunos na administração do tempo disponível, ensinando-os os malefícios de não ter controle sobre as atividades que eles realizam, desenvolvendo, assim, estudantes que saibam programar as tarefas que irão realizar. Ademais, cabe ao Estado, por meio de políticas públicas, promover palestras com psicólogos e empresários, na qual aborde os problemas realizados pela falta de atividades de lazer, ajudando as pessoas a priorizar tempo para o próprio relaxamento, tendo como objetivo evitar doenças físicas e psicológicas. Nessa perspectiva, haverá uma sociedade que saberá usufruir dos benefícios proporcionados pela III Revolução Industrial.