Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 04/10/2020
A síndrome de burnout,apesar de séria e cada vez mais comum na modernidade,enfrenta ainda muito preconceito.Persiste na mentalidade de muitas pessoas a ideia de que isso é “frescura”.No entanto,em discordância com este pensamento,a OMS classifica a síndrome como doença.Neste sentido,é preciso entender melhor as causas desta doença para inibir as ocorrências de um problema que deve ser levado a sério.
Antes de tudo,é preciso deixar claro o problema representado por essa síndrome.Atualmente no Brasil,segundo a International Stress Management
Association,32% dos trabalhadores possuem a síndrome de burnout.E,de acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho,houve um aumento de 114,8% dos benefícios de auxílio-doença devido a síndrome entre 2017 e 2018.
Em seguida,cabe compreendermos as causas do problema.Neste sentido,a síndrome de burnout é,segundo a OMS,uma síndrome resultante de um estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito.Os principais motivos causadores da doença são,principalmente,uma cobrança excessiva no trabalho,uma busca pelo aumento da produtividade,a realização de muitas horas extras de trabalho,dentre outros.Isto explica o motivo de profissionais como os policiais,bombeiros e médicos estarem mais sujeitos a síndrome,devido ao estresse destas ocupações.
Tendo em vista o que foi dito anteriormente e,visando o enfrentamento dos casos da síndrome de burnout,urge que as empresas deem aos seus funcionários condições adequadas de trabalho,além de atendimento psicológico.Urge também que o poder público amplie,através do SUS,o atendimento psicológico para as pessoas que sofram desta síndrome ou de outros problemas psicológicos.Além disto,também é necessário que se acabe com o preconceito que,muitas vezes,somente agrava o problema.