Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 09/10/2020
Conforme sabemos, durante a revolução industrial do século IXX, inúmeros profissionais pelo mundo enfrentaram jornadas de trabalho com mais de 10 horas diárias para suprir sua necessidade de mantimentos do dia a dia, como comida e remédios, e ainda que essa prática tenha perdido força devido ao movimento operário e a conquista de direitos, persiste a existência de empregadores no limiar da constituição trabalhista que exigem o máximo de produtividade que o trabalhador pode dar, acarretando em problemas psicológicos graves, como a Síndrome de Burnout. Essa doença se torna um forte motivo pelo qual a carga horária prevista em lei deve ser respeitada pois, em casos extremos, além do esgotamento muscular a depressão pode vir a ser inclusa.
No Brasil, esse estado ,também chamado de Síndrome do Esgotamento Profissional, afeta cerca de 33 milhões segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o que demonstra o forte enraizamento de seus costumes em seu passado colonial escravocrata. Um outro motivo pelo qual esses números sobem no país, é pela imensa pressão por ascensão social que a família exerce na contemporaneidade, ou seja, por conta da difusão de mentalidades materiais, os pais optam por deixar a felicidade de seu filho em segundo plano em favor dele alcançar um cargo de prestígio mais elevado, o levando a estudar em horários absurdos e transferindo essa falta de consciência para a vida adulta.
As consequências para esse tipo de disseminação podem ser ainda mais severas em decorrência da tecnologia, visto que, segundo a neurocientista Ana Carolina de Sousa, a quantidade de notificações de diferentes fontes digitais causa um estresse mental, que como dito anteriormente, pode levar a depressão, principalmente se essas mensagens forem críticas trabalhistas por maiores desempenhos. Esse tipo de sobrecarga foi o que levou a OMS a classificar a Síndrome de Burnout em sua lista de doenças, uma vez que o meio externo descrito se torna o gatilho ideal para outras características da doença como: distúrbios do sono e dificuldade de concentração, que precisam ser combatidos.
Portanto, para extinguir os efeitos da síndrome, o trabalhador deve organizar seu horário de trabalho de modo a eliminar o possível estresse patológico que causa a si mesmo e também usar a tecnologia a dispor de forma estratégica em vez da constante conexão, ou seja, de forma semelhante investir em sua desconexão horária, e quando isso não se torna possível, o empregado precisa exercer seus direitos para a empresa ao argumentar sobre o bem estar e a baixa em sua produtividade. Quanto ao plano familiar, o ministério da educação de cada país tem a missão de difundir o conhecimento do feedback negativo que o incentivo em excesso pode causar, ao investir em programas educacionais de autoajuda, assim a saúde mental e física do profissional estará garantida.