Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 04/10/2020
A dinâmica do trabalho moderno exige dos indivíduos alto grau de esforço e dedicação, o que nem sempre é algo agradável e benéfico para eles. Nesse contexto, o surgimento da Síndrome de Burnout, que é resultado da elevada carga trabalhista, afligie muitas pessoas mundialmente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), tal síndrome acomete quase 33 milhões de brasileiros. Por conta disso, conhecer as suas causas e consequências é de suma importância para que o governo nacional combata imediatamente essa aterradora doença no Brasil.
Primeiramente, as relações entre os indivíduos e o mercado de trabalho, no mundo contemporâneo, tornaram-se cada vez mais emaranhadas e, por sua vez, prejudiciais para os primeiros. Isso explica o aparecimento da Síndrome de Burnout, a qual, infelizmente, afeta negativamente a saúde física e mental das pessoas envolvidas nessa conjuntura social, a qual é decorrente do trabalho excessivo. Essa problemática acomete cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros, conforme mostra a International Stress Management Association (ISMA). Nessa lógica, é notável que, nas relações trabalhistas, o interesse principal das empresas está centrado no aumento da produtividade e do lucro. Dessa maneira, os trabalhadores são expostos a condições degradantes, além da autocobrança demasiada, o que causa a exposição deles de serem alvos dessa desastrosa doença.
Consequentemente, a Síndrome de Burnout gera sérios riscos na saúde física e mental dos indivíduos que padecem dela. Nesse sentido, os sintomas são dores de cabeça, insônia, esgotamento físico e mental, e, em casos mais graves, depressão. Isso revela o perigo que é essa síndrome, porque, além de ser maléfica para a vida pessoal dos afetados, deteriora também a vida social e a vida profissional, já que eles são desestimulados a manter uma rotina nornal e saudável. Todavia, é necessário que isso não alcance mais pessoas, nem continue a se agravar na nação. Dessa forma, a atuação do Estado em aplicar políticas que visem a prevenção e o tratamento adequado da Síndrome de Burnout, por profissionais especializados, com efeito, torna-se fundamental para evitar que esse triste fenômeno social se perpetue no país.
Diante do exposto, cabe ao Ministério da Saúde oferecer auxílio aos atingidos pela síndrome, por meio da capacitação de especialistas nesse ramo de doença em atender e tratar dos doentes nos hospitais públicos, uma vez que uma parcela significativa da população brasileira padece disso. Ademais, é dever do Ministério do Trabalho enviar fiscais trabalhistas em todas as empresas nacionais, com o objetivo de averiguar se a carga horária e a carga de serviço estão sendo cumpridas legalmente, pois a extrapolação desses dois fatores ocasionam o desenvolvimento dessa doença nos profissionais.