Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 04/10/2020
O mundo do trabalho vem mudando, novas profissões surgiram, a forma de se trabalhar está modificando e é possível até mesmo se trabalhar de casa. Desde a Industrial a forma de se trabalhar mudou radicalmente, o principal objetivo é produzir o máximo no menor tempo possível com a ajuda de máquinas e a especialização do trabalhador, o que o tornou alienado. Além disso, a jornada de trabalho se tornou exaustaste, com um curto período de descanso e condições péssimas, tornando a vida do trabalhador péssima. Infelizmente até hoje essas características persistem, mas de formas diferentes.
A Síndrome de Burnout é um desgaste que prejudica os aspectos físicos e emocionais da pessoa, levando a um esgotamento profissional. Atingi principalmente pessoas que tem um trabalho muito esgotante, é como se elas estivessem que estar alertas o tempo todo, como também, se tornam exageradamente perfeccionistas e viciadas em trabalhar. O que pode causar insônia, dor de cabeça, esgotamento físico e mental, baixa autoestima, mudanças bruscas de humor, isolamento e podendo acarretar até mesmo depressão, de acordo com o blog PsicologiaViva e o jornal Folha Vitória. Esse tipo de trabalho não é saudável e nenhum trabalhador deveria chegar nesse nível, porque, como já dito anteriormente, pode causar vários problemas não só na pessoa mas torna o ambiente ruim de se produzir e combater esses sintomas não é algo fácil.
Conforme alguns dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a Síndrome de Burnout afeta cerca de 33 milhões de brasileiros. Atualmente a tecnologia vem se tornando cada vez mais presente no dia a dia do trabalhador, principalmente depois da pandemia, mas isso pode representar um perigoso sinônimo de pressão emocional, o que pode contribuir com a doença. Com a agilidade, é possível responder um email pelo telefone e como é algo fácil e prático, os trabalhadores se sentem na obrigação de sempre responder rápido e estar disponível, estimulando a cansaço, além de que o distanciamento provoca mais frieza e mecanização nos relacionamentos. A nova rotina, é acordar, trabalhar e dormir, deixando de lado atividades de lazer e relações sociais, levando aos sintomas.
Em suma, para combater o aumento da Síndrome de Burnout e melhorar o convívio social no trabalho, os diretores de todas as empresas e companhias deveriam proporcionar um atendimento adequado de psicólogos a todos os trabalhadores, uma vez que os sintomas são muito sérios. Em adição deveriam proibir trabalhar em período de férias e estabelecer um limite de horas por dia de trabalho, por meio de uma fiscalização muito rígida de um profissional encarregado. Essas medidas são de extrema urgência porque o trabalho não pode ser algo tão desgastante e que causa danos tão graves, a saúde mental e física deve estar a cima de qualquer lucro financeiro na vida de um cidadão.