Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 11/10/2020

No filme americano “Um Dia de Fúria”, William é dispensado do trabalho em meio a uma crise econômica por falta de inteligência emocional, despertando uma espiral de agressividade em si. Diante disso, pode-se observar que a realidade se aproxima da ficção pois há muitos embates que afetam a sociedade. Sendo assim, a exigência exacerbada no trabalho, sob a sombra da má administração das empresas gera caos no Brasil.

Em primeiro lugar, cabe abordar a cobrança excessiva em cima de muitos trabalhadores. Conforme o estudo feito pela Época Negócios, entre 2009 e 2015, quase 97 mil pessoas foram apresentadas por invalidez em razão de transtornos mentais por conta do trabalho. Desse modo, a carga horária imoderada e exigência de produção exorbitante afetam os mesmos ocasionando a síndrome de burnout, que é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, resultante de trabalho desgastante. Portanto, a saúde mental no trabalho é indispensável, visando uma perspectiva de vida melhor.

Ademais, é importante salientar que a má administração das empresas agravam e afetam a vida dos servidores. De acordo com Karl Max, a sociedade capitalista tem a submissão exploratória do proletariado. Nesse sentido, os contratados fazem tudo o que lhes é imposto sem uma coordenação correta e justa. Então, a falta de organização e de um horário flexivo com uma rotatividade, sobrecarrega as funções e causa o cansaço mental e físico.

Por fim, com o intuito de mitigar essa problemática no Brasil, o poder público-privado junto com as empresas, devem disponibilizar a todos os contratados um atendimento psicológico, visando a importância do diálogo como forma de combate. Cabe também ao Ministério da Saúde adjunto ao Estado, criar um programa que ampare as vítimas da síndrome de burnout com tratamento gratuito. Dessa forma será possível preservar a vida da sociedade trabalhista.