Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 05/10/2020

Fenômeno relevante na sociedade brasileira atual, a Síndrome de Burnout ganha destaque no país dado ao número de casos que esse engloba. De acordo com dados expostos pela Organização Mundial da Saúde, 3 em cada 10 jovens brasileiros são acometidos por essa enfermidade, a qual é manifestada, por sua vez, pelo esgotamento físico e mental derivado da rotina intensa e excessiva de trabalho. Logo, políticas públicas a fim de amenizar os impactos do fenômeno são essenciais.

Nesse contexto, a Geração Y, taxada pelos sociólogos como Geração dos Millennials, é a principal vítima da Síndrome de Burnout. Isso ocorre de forma que essa engloba os atuais jovens de 18 a 35 anos, considerada a idade socialmente produtiva, os quais vivem a era do imediatismo. Essa é pautada pela necessidade de rápida ascensão socioeconômica e é caracterizada por hábitos destrutivos, como extensivas jornadas de trabalhos, chegando até 12 horas, redução do tempo de férias e rotinas intensivas aos finais de semana. Tal situação culmina em quadros de exaustão física, sendo essa uma das vertentes da Síndrome de Burnout, que tem como causa comum a falta de sono e o esforço pesado e repetitivo. Por isso, medidas a fim de garantir a integridade física dos trabalhadores são urgentes.

Ademais, decorre dessa intensa rotina trabalhista o esgotamento mental, que é ilustrado pelo desenvolvimento de quadros de doenças psíquicas. Nesse cenário, ao priorizar a carreira profissional em detrimento a relações pessoais os jovens ficam propícios a quadros de esgotamento mental. Isso ocorre de forma que a ansiedade na busca pelo sucesso e o sentimento de fracasso quando esse não é alcançado aliado a solidão são fatores que culminam, em sua maioria, em casos de depressão. Como denunciado pela segunda Geração Romântica no Brasil na qual a depressão era conhecida como mal do século e era caracterizada pela derrota do ego e isolamento. Situação como essa mostra a necessidade de estimular o equilibro entre pessoal e profissional.

Portanto, políticas públicas com o objetivo de amenizar os impactos da Síndrome de Burnout são essenciais. Para isso, o Governo, órgão que rege o pais, deve atuar garantindo a integridade física e emocional dos jovens. Isso deve ocorrer por meio do Ministério da Saúde na disseminação de debates midiáticos veiculados por redes sociais, como o Instaram de alta adesão pelos jovens. Tal medida deve ser ministrada por médicos e psicólogos e pautados na explicação sobre os problemas decorrentes da extensa jornada de trabalho com depoimentos e dados acerca da Síndrome de Bournout. Além de evidenciar que as relações socioafetivas despertam hormônios de felicidade e reduzem o estresse, o que é essencial para o equilíbrio emocional. Tudo isso a fim de promover jovens mais saudáveis fisica e mentalmente.