Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 04/10/2020
No período Fordista, enaltecido pelo filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin, se atrela, hodiernamente a uma rotina de trabalho monótona e pautada no excesso de trabalho. Entretanto, tudo o que é exagerado configura um desequilíbrio e, por conseguinte, traz em bojo consequências. Nesse contexto é fulcral analisar os motivos do desgaste mental e físico decorrente da laboração excessiva.
Primeiramente, urge analisar os motivos do esgotamento mental. Nesse contexto, a alta demanda das empresas, que pressiona o empregador na frequente busca da obtenção crescente de lucro, acaba por prejudicar psicologicamente os subalternos, que cedem aos caprichos empresariais por receio de perderem seus cargos. Analogamente, para Byung Chu, filósofo alemão, em seu livro “Sociedade do Cansaço” expressa como a toxicidade do sistema profissional faz com que as pessoas adquiram problemas emocionais relacionados à situações de trabalho desgastantes.
Outrossim, o desgaste físico tem íntima relação com a síndrome de Burnout. Segundo o médico brasileiro Dr. Lair Ribeiro, o Brasil possui um quadro de fadiga renal subclínica, que consiste na perda funcional da glândula adrenal- responsável pela ação e movimento do corpo- e consequentemente, perda do ânimo e disposição. Dessa forma, o corpo já não obedece mais, e assim, torna-se inviável permanecer no local de trabalho.
Em síntese, o Brasil permanece omisso quanto a saúde mental de sua população, devido a falta de incentivo por parte do governo para que as empresas ofereçam apoio emocional e condições de trabalho satisfatórias. Paralelamente para Thomas Hobbes, em seu Contrato Social, afirma ser dever do Estado manter a ordem social e os direitos dos cidadãos. Portanto, o Estado deve garantir uma vida equilibrada em todos os âmbitos, incentivando o autocuidado por parte do indivíduo e o exercício da empatia para as empresas