Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 05/10/2020

A obra “O grito”, do pintor Edvard Munch, apresenta uma figura em situação de angústia e desespero existencial. De maneira análoga, os cidadãos da sociedade brasileira, imersos na “Era da produtividade”, como disserta o filósofo Byung-Chul Han, estão propícios à estafa psicológica, devido aos expedientes ofegantes, resultada da síndrome de Burnout- estado de esgotamento físico e mental. Tal patologia traz infelizes impactos para a saúde pública territorial, fazendo imediata sua resolução.

Em primeira análise, é oportuno analisar que Lewis Carroll, em sua obra “Alice no País das Maravilhas”, apresenta o personagem “Coelho Branco”, o qual está sempre apressado e contando o tempo, não se permitindo, em nenhum momento, descansar. Em paralelo, inseridos em rotinas intensas, os protagonistas da sociedade hodierna, encontram-se como o personagem de Lewis, em constante agitação. Atrelado a isso, cabe inferir que, partindo de pesquisas do Instituto Kronos, a síndrome de Burnout é causada, principalmente, pela carga de trabalho excessiva. Ademais, como afirma Byung-Chul Han, “a sociedade do desempenho produz depressivos e fracassados.”

Em segunda análise, visto que o excesso de atividades é o grande algoz dos cidadãos modernos, tem-se o baixo condicionamento como resultado. Em prova disso, a Organização Mundial de Saúde afirma que a exaustão causada pela patologia resulta em déficit de produtividade no âmbito do trabalho, uma vez que a saúde dos trabalhadores impacta, diretamente, em suas capacidades mentais, tornando-os inábeis a realizarem as tarefas necessárias. Em consequência, como afirma o jornal “Appus”, com profissionais enfermos, o avanço que se pretendia obter, com um excedente de tarefas, não é alcançado, visto que, diagnosticados com a síndrome, os trabalhadores podem estagnar completamente. Portanto, faz-se mister a reformulação dos hábitos estressantes, a fim de obter uma progressão física e mental, de forma saudável.

Destarte, devido ao supracitado, é evidente a necessidade de medidas para contornar a ocorrência da síndrome de Burnout. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde advertir, por meios midiáticos- como redes sociais e televisão, com a exposição de relatos de vítimas da síndrome- sobre os perigos da autoexploração individual, a fim de que os indivíduos deixem de ser “Coelhos Brancos” e permitam-se repousar, já que muitos se dedicam, fielmente, às atividades profissionais deixando de lado o tempo de ócio e relaxamento. Além disso, já que seus cotidianos podem se tornar agressivos, é fulcral que o governo federal crie campanhas, expostas em “outdoors”, direcionadas ao setor empresarial, informando sobre a utilidade de pausas constantes, entre os períodos do dia, para seus empregados, visando um desempenho salutar dos sujeitos e, por conseguinte, uma evolução funcional conjunta.