Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 05/10/2020
Entre os diversos sitemas econômicos já implatados na história das sociedades humanas, o capitalismo foi o mais próspero dentre todos. Por conseguinte, sua premissa principal, o acúmulo de capital, faz com que as pessoas se tornem devotas a ele e sofram com o esgotamento físico e mental, também denominado Síndrome de Burnout. Causa disso, deve-se, principalmente, a problemas como a busca incessante por resultado e a completa devoção ao ambiente de trabalho, carecendo, por isso, de medidas para devida resolução.
Em primeiro lugar, o atual cenário humano se revela imerso numma ideia baseada na necessidade de obter resultados a todo momento. A exemplo disso, Byung-Chul Han, em seu livro “Sociedade do Cansaço”, analisa o momento atual e atribui à positividade o caráter de causador de síndromes como o “Burnout”, na medida em que cobrados cidadãos constatemente que sejam positivos e atinjam seus objetivos. Dito isso, elucida-se que a busca, sem moderação, por desempenho na área profissional causa no indivíduo um desgaste corporal e mental, principalmente se este não atingir seus objetivos, desencadeando, assim, em problemas e síndromes.
Outrossim, cabe ressaltar que a completa devoção da pessoa ao seu ambiente de trabalho revela-se como outro grave problema. A fim de exemplificar, dados da Organização Mundial da Saúde revelam que, apenas no Brasil, mais de 33 milhões de pessoas sofrem com síndromes advindas do estresse trabalhista. Sendo assim, o extremo fervor à vida profissional se revela prejudicial e não atinge apenas um pequena parcela da população, podendo desgartar a mente e o corpo daquele que busca por algo que não é tangível nem saciável, desencadeando, por consequência, em sequelas mentais.
Portanto, urge que o Estado aja para resolver tais questões. Primeiramente, o Ministério da Cultura deve criar campanhas, por meio de verbas disponibilizadas a cada município, que busquem tornar os cidadãos mais conscientes, com paletras e discursos, de suas capacidades físicas e biológicas e, dessa forma, vise conter o excesso de discursos motivacionais baseados na extrema positividade. Além disso, o Ministério do Trabalho deve, por meio de inspeções e análise de relatórios, fiscalizar empresas e trabalhadores que se submetem a condições extremas de trabalho que prejudicam sua própria saúde. Por fim, após realizadas tais ações, ao capitalismo serão atribuídas apenas boas características, não causando nenhum tipo de síndrome aos seus adeptos.