Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 08/10/2020

A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), criada no ano de 1943 possui o objetivo de assegurar e regulamentar os direitos e o bem-estar do trabalhador. Embora esse movimento trabalhista tenha sido fundamental para democratizar o acesso ao trabalho, tal processo foi acompanhado pelo aumento das doenças psicossomáticas.

A princípio, é necessário avaliar como o gerenciamento inadequado do trabalho contribui para o aumento do esgotamento do funcionário. No filme, “Tempos Modernos”, por exemplo, o personagem é submetido a trabalhar por longas horas e com movimentos repetitivos para produção em massa dos produtos comercializados pela fábrica, mostrando que o dono da empresa só se importa com o lucro e, ao mesmo tempo, causando grande pressão psicológica nos seus funcionários, pois facilmente poderiam ser substituídos, uma vez que há altas taxas de desempregados. Observam-se, por consequência, que a má gestão que os superiores submetem seus colabores influencia no emocional.

Em seguida, é relevante examinar como a cobrança interna afeta a psique das pessoas, fazendo com que se cobrem mais e desenvolvendo o sentimento de frustração caso não atinja o objetivo esperado. Em posse dessa informação, é possível  relacionar com a Síndrome de Burnout, que de acordo com o psicólogo norte-americano Freudenberger é um desgaste que afeta aspectos físicos e emocionais, levando a um esgotamento profissional.

Portanto, fica evidente a necessidade de combater o esgotamento físico e mental na vida profissional. Para tanto, é dever das empresas junto com o Ministério do Trabalho, contratar um psicólogo para que fique na empresa e realize acompanhamento semanal através de consultas para saber como está o emocional dos funcionários, com intuito de avaliar se a pessoa está sofrendo alguma carga emocional e assim oferecer o tratamento adequado no início para não evoluir para uma doença psicossomática no futuro.