Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 08/10/2020
O filme “O Diabo Veste Prada” trata-se sobre a vida profissional de Andy. Em meio a isso, Andy se estressa com o trabalho exaustivo, em que trabalha de assistente para Miranda, uma chefe autoritária e exigente. Embora tal narrativa seja ficcional, a situação não se destoa da realidade do Brasil, visto que cresce o número de pessoas esgotadas por estresse profissional. Por sua vez, é possível destacar a inadimplência governamental como maior índice da problemática.
A primórdio, vale ressaltar que muitos brasileiros estão adoecendo. Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 33 milhões de pessoas tem a Síndrome de Burnout no Brasil. Nesse sentido, entende-se que a sociedade está enferma devido a interferência da atividade trabalhista na vida pessoal. Sendo assim, é preciso que o Estado junto com a comunidade cuide da saúde mental.
Outrossim, vale ressaltar que o descaso do poder público agrava o impasse. Conforme prevê o artigo seis da Constituição Federal de 1988, é dever do Governo garantir o direito à saúde à população. Paralelamente, o filósofo Thomas Hobbes declara que o Poder Estatal deve assegurar o bem-estar da população. No entanto, percebe-se que esse dever não é efetuado, uma vez que não há medidas para evitar o desgaste físico e mental dos brasileiros. Dessa forma, é necessário que o Estado crie políticas públicas para preservar a saúde.
Portanto, é mister que o Poder Executivo tome providências capazes de atenuar a Síndrome de Burnout. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com os prefeitos municipais, criar eventos informativos, em locais públicos, com psicólogos e médicos para administrar o debate, por meio de verbas da União, com o fito de informar e desenvolver hábitos saudáveis. Dessarte, espera-se, com essa medida, que o corpo social cuide mais da saúde mental.