Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 05/10/2020

Durante a Revolução Industrial, diversas formas de produção visaram aumentar o rendimento material, dentre elas o molde Fordista foi o que ganhou mais destaque nesse aspecto, porque ele valorizava o trabalho de forma mecânica e com longas jornadas. Em analogia a esse modelo, atualmente o sistema mundial trabalhista é baseado na mesma estrutura, porém ao invés de causar o esgotamento físico dos trabalhadores  ele causa o mental. E, diante desse contexto, evidencia-se na contemporaneidade, uma temática bastante complexa, o esgotamento mental e físico ligado à vida profissional, problemática essa que é motivada principalmente pelo capitalismo e pela pressão social.

Primeiramente, é importante entender que a principal causa do cansaço psicológico e corporal dos profissionais se deve ao modelo atual de produção. Porque, como característica do capitalismo tem-se a constante busca pelo capital e pela acumulação de bens, fatores esses que influenciam diretamente no bem-estar dos cidadãos, visto que estes sofrem com constantes pressões e cobranças para um maior rendimento profissional. E, pode-se destacar como uma negativa dessas características, a síndrome de  Burnout,  a depressão, o transtorno de ansiedade, o stress, dentre outros exemplos que causam tanto danos físicos quanto mentais para as pessoas, destaque para a ansiedade, que segundo dados da Organização Mundial da Saúde, assola cerca de 60% da população mundial.

Em uma segunda análise, a pressão da sociedade ganha um papel importante , principalmente no esgotamento psicológico. Visto que essa instituição, assim denominada por Émile Durkheim, atua como manipuladora de ações e opiniões coletivas, por meio de um mecanismo denominado de¨ Fato Social¨, que é exterior e extremamente coercitivo para o individuo. Dessa forma, o pensamento de senso comum, como ¨Para ser feliz é necessário ficar rico  e trabalhar muito¨, ganha força na sociedade ,influenciando ainda mais as características do capitalismo e gerando mais danos para a homeostase psíquica dos cidadãos. Fica claro, portanto, que a pressão social atua de maneira impulsionadora, afetando diretamente na qualidade de vida das pessoas.

Dessarte, diante dos fatos supracitados, é evidente que a força social e o modelo capitalista colaboram para a problemática do esgotamento corporal e mental dos trabalhadores. Portanto, cabe inicialmente ao Governo federal, por meio de um maior investimento financeiro no setor da saúde , aumentar o quadro de profissionais ,das áreas relacionadas aos cuidados mentais, como psicólogos e psiquiatras, a fim de garantir uma melhor qualidade de vida e evitar doenças psicológicas, para que então o cidadão esteja prevenido das negativas causadas pela pressão social e pelo modelo de produção vigente.