Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 06/12/2020
Na contemporaneidade, é notável o crescimento de transtornos mentais entre a população. Entre essas disfunções, está a síndrome de “burnout”, caracterizada pela extrema autocobrança na área de trabalho e pelo excessivo estresse, já afetando cerca de 30% dos brasileiros, segundo divulgado pela revista Folha. Nesse sentido, faz-se necessário ressaltar a falta de ações governamentais que causam tal panorama, além da diminuição da produtividade e da saúde dos trabalhadores como consequências desse fato, com o objetivo de estabelecer uma intervenção que amenize tais problemáticas.
Em primeira análise, segundo o filósofo John Locke em sua teoria contratualista, os homens abdicam de sua liberdade em troca da proteção estatal de seus direitos. No entanto, a conjuntura da exaustão trabalhista demonstra que tal pacto não é cumprido hodiernamente. Exemplo disso é o fato de cada vez mais os cidadãos serem obrigados à exaurirem-se em seus empregos na busca por seu sustento, tal como moradia e alimentação dignas. Dessa forma, é evidente o aumento no número de casos da síndrome do esgotamento profissional, já que toda a energia de parte da população está voltada para garantir o acesso à recursos garantidos pela constituição de 1988, tal como saúde, segurança e assistência, mas que que o governo permanece indiferente.
Em segunda análise, é necessário observar a decorrência do fenômeno supracitado. Nesse prisma, se estabelece atualmente a chamada “Sociedade do Cansaço”, tal como definida pelo estudioso Byung-Chul Han. Assim, segundo o filósofo, o século 21 é marcado por patologias neurais causadas pelo excesso de competitividade e metas por sobrevivência e dominação, gerando o cansaço generalizado. Nesse ínterim, tal paradigma prejudica tanto o equilíbrio mental e físico dos homens quanto a produtividade de todo o sistema trabalhista. Com isso, se observa as consequências da ausência de ações que busquem o cuidado da saúde e da dignidade dos homens pelos governantes.
Diante do exposto, torna-se fundamental uma intervenção que atenue as adversidades levantadas. portanto, o Ministério da Cidadania deve expandir o Código de Leis Trabalhistas, por meio da criação de emendas que garantam os direitos estabelecidos na constituição para todos os trabalhadores, assegurando-os assistência básica para as necessidades do próprio e de sua família quanto à moradia, alimentação e segurança. Desse modo, o pacto definido por Locke começará a ser melhor efetivado, e será possível amenizar os caos de transtornos mentais causados pela exaustão trabalhista.