Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 06/10/2020
Conforme os avanços após a 3ª Revolução Industrial, sobretudo ligados à área da comunicação, é irrefutável a intensificação dos vínculos sociais a distância. Entrentato, com novas tecnologias, surgem novos problemas a serem enfrentados, entre eles: a deleteriedade do cansaço humano frente ao trabalho que, alarmantemente, se sobrepõe à qualidade de vida por uma simples ambição material. É possível afirmar que não só a propagação de modos de vida na rede virtual, aliado a uma falta de senso crítico populacional, mas também a visão do consumo como sinônimo de felicidade fomentam o status quo do século XXI: uma população exausta à labuta.
Inicialmente, é necessário dizer que o espelhamento do indivíduo no campo das redes sociais, caso não haja uma reflexão própria de irrealidade virtual, é perigoso. Isso se mostra evidente na contemporeneidade, na qual o homem se submete ao estresse, a um trabalho exaustivo — esses, muitas vezes por vontade, própria — por uma simples perspectiva gananciosa, quase inerente ao homem do século XXI, que achará o caminho da “felicidade”. A priori, é indadmissível que uma visão econômica de mundo se sobressaia em relação ao modo de vida equilibrado e realmente satisfatório.
Ademais, o Capitalismo é intrínseco a uma sociedade de consumo que perpetue o funcionamento dele. A partir dessa perspectiva, a única forma de se atingir o consumo é por meio do trabalho e, para se consumir muito, é por meio de uma vida de trabalho. Portanto, quando o ser humano notar que o dinheiro consome a característica mais valiosa da vida — o tempo — ele verá tarde demais.
Destarte, é dever do Estado, no âmbito de ministérios atuantes, em consonância com as instituições de ensino, conscientizar a população por intermédio de palestras educativas e campanhas publicitárias acerca não só da carga horária gasta em uma vida de trabalho normal, a qual pode ser aumentada por suas vontades materiais, mas também sobre a importância de uma rotina de concilição entre trabalho, bem-estar e satisfação. Espera-se, com tudo isso, uma melhoria significativa na postura laboral e, por conseguinte, uma nação mais satisfeita e reflexiva.