Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 06/10/2020

“A população brasileira é a mais deprimida da América Latina”, segundo à Organização Mundial da Saúde. Atualmente, o aumento de acometidos pela “Síndrome de Burnout” é consequência, em especial, de uma sociedade imersa na lógica do trabalho e indivíduos que se cobram sucesso excessivamente. Portanto, os trabalhadores devem adaptar-se a um mercado que não tende a melhorar.

Inicialmente, nota-se que a sociedade gira em torno do trabalho desde o início da Revolução Industrial. Portanto, a Síndrome de Burnout, caracterizada pelo esgotamento físico e mental ligado à vida profissional, tende a predominar em jovens integrantes do mercado de trabalho. Tais casos de esgotamento, evidentemente, devem ser tomados como exemplo pela juventude, que precisa estar ciente de que a busca desenfreada pelo sucesso tem más consequências.

Ademais, os sintomas depressivos e ansiosos, fruto da dinâmica capitalista onde há pressão da social por trabalho cada vez mais produtivo, surgirão  com mais intensidade em indivíduos imaturos quanto a vida profissional. Assim, ao passo que o mercado de trabalho só se torna mais caótico desde o século XVIII, o trabalhador precisa realizar que a sociedade não melhorará, portanto, a preocupação com a saúde mental só pode partir do próprio indivíduo.

Á luz disso, a crescente de casos da Síndrome de Burnout deve-se a cobrança constante de resultados pelo mercado de trabalho e pressão social para dividir pessoas em bem ou mal sucedidas. Dessa forma, cidadãos necessitam equilibrar a saúde mental e a ambição, sempre dosando o esforço de acordo com o custo-benefício da ação. Finalmente, o autocontrole proporcionará uma vida plena e saudável a todos, usando ferramentas como terapia e medicação de forma inteligente caso preciso, afinal, se trata de uma doença que pode demandar ajuda profissional.