Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 06/10/2020
No filme “Tempos Modernos”, o personagem de Charles Chaplin vive uma excessiva carga horária de trabalho na fábrica onde trabalha. Apesar de retratar o modelo Fordista da época, esse roteiro cinematográfico ainda define características dos tempos atuais, nos quais o colaborador é refém de sua vida profissional. De fato, o modelo de trabalho atual acarreta em seus profissionais problemas como a síndrome de Burnout.
É importante destacar, antes de tudo, que a sociedade tem tornado o trabalho algo prejudicial a vida de seus colaboradores. Nesse viés, embora Max Weber tenha dito que “o trabalho dignifica o homem”, a pressão para ser o máximo produtivo, entregar resultados exorbitantes e cumprir metas altas no emprego vem modificando a visão dos indivíduos. Isso porque, em meio a tantas informações, o diferencial está naquele que consegue ir além do que seu cargo profissional requer. Entretanto, é esse “ir além” que tem sido nocivo à saúde física e mental dos colaboradores.
É válido ressaltar, além disso, que a saúde é necessária para exercer qualquer atividade profissional. Dessa forma, à medida que o trabalho excessivo a causa danos, a produtividade do colaborador decresce. Nesse sentido, muitos dos esgotamentos físicos e mentais estão relacionados a má gestão dos supervisores no ambiente de trabalho. Um estabelecimento é como um corpo, no qual se um membro não está saudável, todo o resto sofre as consequências.
Fica evidente, portanto, que existe a necessidade de humanizar o ambiente de trabalho. Para tal, a fim de potencializar a produtividade de seus colaboradores, mas sem decair suas saúdes ,é conveniente que as corporações públicas e privadas, por meio de profissionais da psicologia, em parceria o Ministério da Saúde, invista em palestras e sessões com psicólogos para seus trabalhadores, através de planejamento semanal dos atendimentos, para que, quem sabe assim, as instituições deixem de ver ser colaboradores como mero corpo profissional e passe a vê-los como um corpo humano, que requer cuidados.