Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 07/10/2020

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde oficializou a Síndrome de Burnout como uma síndrome crônica e um fenômeno ligado ao trabalho, além incluir o Burnout na nova Classificação Internacional de Doenças (CID-11), entrando em vigor  no ano de  2022. Essa síndrome pode afetar qualquer profissional do atual mercado de trabalho, causando sintomas físicos e mentais, que além de não afetar apenas o âmbito profissional da vida do trabalhador, pode levar ao desenvolvimento de outras doenças, entre elas a depressão. As principais causas desse problema são : a cobrança e trabalho excessivos, a falta de empatia nas empresas e desconhecimento da importância do autocuidado.

O excesso de trabalho e cobrança podem ter como base as políticas abusivas nas empresas. O estabelecimento de metas e padrões inalcançáveis gerando  enorme pressão para que seus funcionários a s alcancem. Segundo um estudo realizado pela Qualintin, 21% dos gestores entrevistados acreditam que as metas que estabelecem não são alcançáveis. A pressão gerada pela busca do inatingível, leva a falta de empatia da empresa para com o trabalhador e a auto  cobrança para cumprir as metas estabelecidas, essa conduta leva o profissional ao desgaste físico e mental.

No filme Tempos Modernos, é mostrado a rotina exaustiva de um operário em uma linha de montagem. O personagem principal chega a confundir  peças de roupas com equipamentos da fabrica. Apesar de ser uma obra ficcional o paralelo com a realidade é inegável, a exaustão da vida profissional afeta como um todo os trabalhadores. O cotidiano caótico e o sobretrabalho, levam ao descuido de coisas básicas, como a falta do sono,  alimentação e saúde. Logo, levando ao esquecimento do auto cuidado  e de sua importância. Esse esquecimento leva a consequências gravíssimos como, o uso de substancias alcoólicas em excesso e o desenvolvimento de doenças como depressão e ansiedade. Segundo pesquisas feitas pelo ISMA-B, 30% dos profissionais brasileiros sofrem de depressão e ansiedade.

Logo, evidentemente a cobrança e trabalho excessivos, a falta de empatia nas empresas e desconhecimento da importância do autocuidado, afeta diretamente a saúde mental  e física dos profissionais. As empresas devem implementar campanhas de saúde e informações a respeito do auto cuidado, além de investir na contratação de profissionais qualificados para observação o cotidiano dos trabalhadores, identificar os sintomas de exaustão e informar e aconselhar seus superiores sobre a melhor forma de se lidar com a situação. Ademais, o Ministério da saúde em conjunto com a secretária do trabalho devem fiscalizar as empresas , por meio de visitas mensais, denuncias online e analisar suas políticas e metas estabelecidas. Para garantir uma melhor a qualidade de vida dos trabalhadores.