Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 07/10/2020

Por meio do filme “Tempos Modernos”, de Charlie Chaplin, postulá-se que desde a grande Revolução Industrial, berço do capitalismo institucional, os seres humanos tem sofrido com a sobrecarga do trabalho: cobranças excessivas, turnos grandes e descaso com o profissional. Entretanto, na contemporaneidade, a sobrecarga ainda permanece presente, desencadeando frutos como a Síndrome de Burnout, relacionada ao esgotamento físico e mental da vida profissional. Ademais, em composição ao seriado “(Des)encantada”, evidencia-se que as pessoas tendem a “fazer turnos de 24 horas” para alcançar o bem estar social. Tal problemática, todavia, é consequência das bases do indivíduo, ensinado a deixar de viver além da prestação de serviços, diminuindo sua qualidade de vida,  e corroborando aos maiores estágios dessa doença na fase adulta.

Ao contrário do que se pensa, no Brasil, segundo a revista da Universidade Federal de Goiás,  a Síndrome de Burnout usualmente é enraiada desde o início da adolescência, quando as Escolas colocam a pressão das grandes provas, e incitam a competição intelectual dos alunos, como se passassem a ser inimigos em desfavor de uma vaga para viver o sonho individual. Ainda, de acordo com o blog Jovens de Expressão, a violência psicológica na escola possui grande reflexo na vida adulta, “crescendo com a padronização do pensamento: ser bem sucedido, tirar boas notas, ser o melhor aluno da sala”. Seguidamente, a mesma pressão psicológica afeta os estudantes das mais diferentes maneiras possíveis - “O simples nervosismo na hora de saber a nota de uma prova pode evoluir para um ataque de pânico e ansiedade, que estende-se à vida adulta, fornecendo o mesmo impulso competitivo, individualista e egoísta no parâmetro das profissões”.

Por conseguinte, os jovens são encaminhados ao mercado de trabalho, onde deparam-se com as mesmas questões: ser bem sucedido, ter bom feedback, ser o melhor profissional da área. Dessa maneira, assim como nas Escolas, há uma vivência em prol desse dogma e, da mesma forma, descreve um prejuízo em larga escala para aqueles que se sujeitam a ele, porque passam a ansiar apenas pelos momentos de trabalho com o objetivo de ascender socialmente, a custo de sua própria pessoalidade, assim como ocorre em Tempos Modernos e é agravado em (Des)encantada.

Em suma, as Instituições de ensino devem trabalhar, inicialmente, para fornecer uma carga saudável aos estudantes, por meio do implemento de profissionais da psicologia, que fornecerão o amparo humano para que as pessoas sejam encaminhadas ao mercado de trabalho sem prejuízos emocionais, a fim de proporcionar um novo modelo de vivência social no Brasil, e evitar que o capital seja sobreposto à qualidade de vida.