Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 08/10/2020

Na série “Todo mundo odeia o Chris”, o personagem Julius desenvolve gota por causa do estresse de uma dupla jornada de trabalho. De maneira semelhante ao seriado, no Brasil, a exigência excessiva dos chefes e empresas impulsionam o crescimento do que é chamado de ¨Síndrome de burnout”, doença causada pelo excesso de trabalho. Nesse sentido, o esgotamento físico e mental tornou-se cotidiano na realidade dos trabalhadores brasileiros e contribui para o avanço da problemática, consequentemente, o avanço de graves consequências a saúde física e mental da classe trabalhadora.

Em primeira análise, cabe destacar que o termo trabalho é originário do latim “tripalium” que designa instrumento de tortura, o que indica como o trabalho excessivo pode ser nocivo, como uma tortura. Assim sendo, é imprescindível a necessidade de estabelecer formas de assegurar a saúde dos empregados do brasil, protegendo o bem estar desses.

Ademais, vale ressaltar que de acordo com a International Stress Management Association (ISMA) cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem da síndrome, podendo desenvolver até depressão. Nesse panorama, o desempenho dos trabalhadores em altos níveis de estresse e pressão fica comprometido. Desse modo, acaba afetando além da vida profissional a pessoal, pois sem o equilíbrio as pessoas não descansam de maneira adequada.

Portanto, urge que o Supremo Tribunal Federal, órgão de cúpula do Poder Judiciário, crie por meio de um projeto de lei entregue a Câmara de Deputados, assegurar os profissionais modo a disponibilizar apoio psicológico e medidas protetivas. Afim de frear os impactos do esgotamento físico e mental no mercado de trabalho.